

A campanha Outubro Rosa destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado dos cânceres de mama e do colo do útero. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama e 19.310 de câncer do colo do útero por ano no triênio 2026-2028. A médica mastologista Laura Ferzeli, do OncoBeda – Centro Integrado de Oncologia, ressalta a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acolhimento às mulheres durante o tratamento do câncer de mama.
“O câncer de mama é o câncer mais comum no mundo. Esse diagnóstico afeta não só a mulher que o recebe, mas a família como um todo. Falar sobre ele é importante porque, por meio do conhecimento e da informação, conseguimos atuar na prevenção e no diagnóstico precoce. Esses dois fatores são fundamentais para reduzir a mortalidade e o número de mulheres acometidas pela doença”, explica a médica.
A prevenção inclui hábitos saudáveis, prática de atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso e redução do consumo de álcool. Também é importante observar alterações nas mamas, como nódulos, mudanças na pele ou no mamilo e saída espontânea de líquido, procurando avaliação médica diante de sinais suspeitos. No caso do câncer do colo do útero, a vacinação contra o HPV e o rastreamento adequado são medidas fundamentais para prevenir a doença.
A mastologista também enfatiza a importância do apoio oferecido por diferentes profissionais ao longo do tratamento. “Ninguém cuida de ninguém sozinho, ainda mais de uma pessoa com um diagnóstico como esse. Então, unimos forças, cada um na sua especialidade, sempre ajudando a mulher nessa trajetória”, destaca. Ela acrescenta que a família, a fé e a espiritualidade também contribuem para esse processo e devem caminhar lado a lado com o acompanhamento médico.


Tratamento e incidência em homens
Laura Ferzeli ressalta que o câncer de mama também pode acometer homens, embora os casos sejam raros e correspondam a cerca de 1% do total. Segundo ela, não há um protocolo de rastreamento específico para a população masculina, mas qualquer alteração nas mamas deve ser investigada. “Caso um homem perceba alguma alteração na mama, não deve ignorá-la. É importante agendar uma consulta com um mastologista para uma avaliação especializada”, orienta.
Entre as modalidades de tratamento oncológico estão cirurgias, radioterapia, quimioterapia e medicamentos antineoplásicos, conforme a prescrição médica e os critérios de cobertura aplicáveis. O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também contempla procedimentos reparadores e de reabilitação, como a reconstrução mamária após mastectomia, além de atendimento multiprofissional, com psicoterapia, fisioterapia e nutrição, respeitadas as regras estabelecidas pela agência.
A médica explica que o diagnóstico precoce aumenta as possibilidades de tratamentos menos agressivos, de preservação da mama e, em alguns casos, de evitar a quimioterapia, além de ampliar as chances de cura. Laura recomenda que as mulheres mantenham o acompanhamento com profissionais de saúde e realizem os exames preventivos conforme as recomendações médicas. “Faça do cuidado das suas mamas uma prioridade”, aconselha.