

Em segunda decisão sobre a prorrogação do horário de votação neste domingo (25), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin determinou que a extensão até as 19h valeria apenas para os locais onde as urnas ainda estavam abertas no momento da decisão. O novo despacho ocorreu após uma conversa por telefone com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que apontou a inviabilidade de aplicar a medida nas seções em que a votação já havia sido encerrada. As informações foram publicadas pela jornalista Bela Megale, na coluna de O Globo.
Segundo a coluna, aliados de Nunes Marques relataram que o presidente do TSE ficou irritado com a decisão inicial de Zanin, mas, durante a ligação, foi direto ao expor as dificuldades operacionais, sem entrar em discussão. A primeira determinação havia estendido o horário de votação em todo o país após pedidos relacionados a problemas no transporte de eleitores. Diante das limitações apontadas, Zanin esclareceu que a medida não significava reabrir automaticamente seções já encerradas.
Interlocutores de Zanin disseram à jornalista que o ministro decidiu ampliar o horário após receber solicitações tanto da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto da de Flávio Bolsonaro (PL), que apontaram dificuldades no transporte de eleitores. Ainda conforme a coluna, Zanin teve cerca de dez minutos para analisar o pedido, encaminhado pelo presidente do STF, Edson Fachin, quando faltava menos de meia hora para o encerramento previsto da votação.
A coluna também relata que Nunes Marques havia recebido o pedido por volta das 13h30, mas não tomou decisão. Fachin, por sua vez, estava com a solicitação da campanha petista desde as 15h46 e posteriormente a encaminhou a Zanin. A sequência de decisões ocorreu em meio à proximidade do fim da votação e às dificuldades para aplicar uma mudança de horário em seções que já haviam concluído os trabalhos.
Com informações de O Globo.