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O voto pelo Brasil

País terá eleição plebiscitária: a escolha entre manter o status quo vigente ou mudar

Guilherme Belido Escreve
Por Guilherme Belido
25 de outubro de 2026 - 21h47

O pleito de hoje não vai mudar o País amanhã. Nada vai acontecer do dia para a noite. Ao contrário, será preciso um bom tempo para que o Brasil retome aos trilhos, via políticas públicas desenvolvimentistas, bem como no avanço em searas essenciais como Saúde, Educação, Segurança, Transportes, Habitação, Emprego e outras. Mas, também, que se retome à normalidade institucional, hoje abalada por crises nos poderes constituídos e ligações perigosas ante cenários de corrupção.

O Brasil não pode permanecer à beira da censura, do retrocesso, da mentira, das investigações abafadas e da estagnação econômica que debilita cada vez mais os pobres, ao mesmo tempo que enriquece sem limites os já muito ricos. 

De um lado, a ostentação das festas e banquetes suntuosos, das viagens luxuosas, das mansões faraônicas, dos altos ganhos e dos privilégios. Do outro, a falta de comida na mesa do trabalhador, o transporte indigno, enfim, o conjunto de desventura que tira, sem piedade, a esperança dos jovens num futuro melhor e dos velhos de ter um lugar de seu para poder descansar em paz.

A escolha de hoje, pelo voto, não é difícil. Não se dá pelo melhor candidato, mas pelo menos pior. Se não temos nomes aprovados, que se opte pelo menos rejeitado.

De 2003 para cá, temos um partido que governou o Brasil por 75% do período: 18 anos. Lá atrás, prometeu prosperidade e qualidade de vida. Hoje, pede mais 4 anos. Se a população entender que o País está no caminho certo, que vote pela permanência. Se não, pela mudança. Sobre o candidato de oposição pesam muitas críticas, dúvidas e até um certo medo. De quem quer a reeleição, basta olhar para o Brasil, sob todos os ângulos — enxergar o País que vivemos — e decidir se merece, do jeito está, continuar.

Não se deve votar pelas pesquisas, mas pela expectativa de cada qual. No primeiro turno, todos os 5 principais institutos colocaram o presidente Lula da Silva na frente — e erraram. Agora, de uma pesquisa para outra, poucas divergências. Até sexta-feira (23), Flávio Bolsonaro permanecia à frente, com vantagem mais apertada comparativamente aos dias logo após o 1º turno. Mas, as pesquisas de sábado (23), feitas após o fechamento desta edição, podem manter ou mudar o panorama.

Vale lembrar, em 2022, o Datafolha conferiu, para o segundo turno, 53 a 47 para Lula — 6 pontos de diferença. Já o Ipec, antigo Ibope, deu 54 a 46 — 8 pontos. Mas o resultado das urnas foi 50,90% contra 49,10% — 1,8 ponto à frente. 

Boa votação para todos.