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IFF Campos Centro inaugura laboratório de práticas inclusivas para pessoas cegas e de baixa visão

A utilização do laboratório é aberta à comunidade externa

Educação
Por Redação
28 de agosto de 2023 - 18h43
foto: Vitor Carletti

Foi inaugurado nesta segunda (28), um laboratório de práticas inclusivas para pessoas cegas e de baixa visão no Instituto Federal Fluminense (IFF) Campos Centro. A inauguração teve a participação do diretor de Políticas de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva do Ministério da Educação e professor do campus Décio Guimarães.

De acordo com o IFF, o espaço está equipado com programas de acessibilidade nos computadores e equipamentos adaptados, como notebooks com leitor de tela e sistema operacional que fala e máquina de escrever e impressora em Braille, que é um sistema de escrita e leitura tátil em alto-relevo. Além disso, o espaço possui uma impressora 3D que permitirá aos estudantes reconhecer os objetos por meio da impressão deles em três dimensões. Uma lupa e uma calculadora sonora completam os principais equipamentos disponíveis para o desenvolvimento intelectual dos alunos.

A coordenadora do Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades às Específicas (Napne) do IFF Campos Centro, Sirley Brandão, disse que o horário de funcionamento será de 8 às 18h e as pessoas precisam ir até a sala do Napne para fazer a inscrição nos cursos do laboratório.

Aloysio de Carvalho Júnior, pai de André Carvalho, ex-aluno do Instituto Federal Fluminense Campos Centro, cujo nome agora faz parte do laboratório de práticas inclusivas, falou sobre a importância do espaço para o desenvolvimento intelectual de pessoas cegas e de baixa visão.

“Em Campos, não tem uma estrutura igual. Já não havia desde o curso técnico dele, porque eu conheço outras universidades. Essa homenagem é uma lembrança dos amigos a uma passagem que nos sensibiliza muito. Eu fico muito emotivo. O André, quando foi servir na Universidade Federal de Minas Gerais, ele sempre disse: “Eu voltarei pro IFF. Não voltou como gostaria, mas voltou. Ele está aqui com a gente”, recordou.

Aloysio disse que André, que morreu em 2020 e perdeu a visão aos 15 anos, depois que veio estudar no IFF Campos Centro, desenvolveu-se não só na área de formação educacional mas também na convivência com outras pessoas deficientes.

O laboratório já estava em atividade. A inauguração aconteceria em 14 de julho, mas precisou ser adiada em função da suspensão das atividades do campus devido ao falecimento de um servidor.

Fonte: ASCOM IFF