

A investigação do assassinato da gestante Letycia Peixoto Fonseca e do filho dela, Hugo, segue e a cada dia ganha novos elementos. Nesta segunda-feira (13), a delegada titular da 134ª DP, Natália Patrão, informou nas redes sociais da delegacia, que através das através das folhas de ponto do suspeito de ser o mandante do crime, ela verificou uma movimentação atípica nos dias que antecederam o assassinato e também no dia do crime. Ainda segundo a delegada, durante as oitivas, testemnuhas relataram que Diogo Viola de Nadai não demonstrou tristeza ao sair da universidade no dia do crime.
De acordo com as informações da delegada, o professor não vinha comparecendo regularmente ao IFF para ministrar suas aulas, conforme a grade. Através dos registros de ponto, Natália pode verificar que “No ano de janeiro de 2022 ele estava de férias, em fevereiro, março e abril ele trabalhou remotamente em razão da covid. Em maio, quando foi dado início ao ano letivo de 2022, que retornou as aulas presenciais, ainda não tinha o ponto biométrico e aí no dia 18 de maio ele entrou de licença até o dia 20 de junho, então logo assim que as aulas presenciais começaram e acabaram as aulas online, virtuais, em razão da covid, ele entrou de licença médica”, informou a delegada. No mês de julho, ele deveria dar sete aulas, e faltou três e nos quatro dias em que ele foi, saiu mais cedo, injustificadamente. Em agosto ele não deu aula nenhuma e entrou de licença até o dia 20 de dezembro. No dia 21 não houve aula e no dia 22 os professores entraram em férias coletivas. E as aulas retornaram no dia 30 de janeiro. “Sendo que de acordo com a sua grade na faculdade, que eles chamam de máscara, ele só deveria dar aula, ele deveria dar aula no dia 31, das 4h10 às 21h20, sendo que ele chegou atrasado, chegou às 19h41 e saiu no horário de término da aula. Ele chegou três horas atrasado”, conta a delegada.


Ainda de acordo com as informações fornecidas pelo IFF, em fevereiro, ele deveria dar 10 aulas no total, sendo que ele deu dois dias completos de aula, quatro ele não cumpriu o horário e não justificou o porquê de não cumprir o horário, três dias ele faltou e exatamente na semana do crime, na terça-feira, dia 28, ele entrou 11h52 da manhã e saiu 21h31 da noite. “De acordo com os seus horários, ele deveria estar presente para dar aula das 16h10, às 21h20, então ele chegou com muita antecedência na universidade de forma injustificada. Não foi justificado na sua folha de ponto, nem pra sua chefia imediata, o que que ele ficou fazendo dentro da escola nesse período que ele não deveria estar presente, pois não tinha aula pra dar”, destaca Natália.
Na quarta-feira, dia primeiro, na véspera do crime, de acordo com a folha de ponto, ele entrou às 15h57 e saiu às 19h06, sendo que não era dia dele estar presente na universidade. Não era dia dele dar aula. “Concluindo que na quarta-feira , véspera do crime ele ficou por um período de 03h08, dentro da universidade sendo que não deveria estar, não era dia de dar aula”, ressaltou a delegada.
“No dia do crime, dia dois, quinta-feira, a aula começaria às 16h10e terminaria as 22h40. Ele chegou atrasado, de forma injustificada, às 17h29 e foi embora às 21h32. Em oitiva, de pessoas que estavam presentes na hora que ele foi embora, o relato é de que o suspeito, o mandante, não demonstrou abalo emocional nenhum, de tristeza, choro, nem nada. Ele mexeu no seu armário, pegou suas coisas, e estava apenas apressado pra sair”, conta a delegada na sequência de vídeos.
“Nós temos notícia que esse crime estava tentando ser consumado dias antes da sua efetiva consumação, que foi na quinta-feira, dia 02. Há relatos que ele foi tentado na terça, tentado na quarta, e consumado na quinta. Isso é exatamente compatível com a freqüência do mandante à universidade. Exatamente na semana do crime o suposto mandante adotou comportamento completamente atípico e não habitual, se comparado com toda sua freqüência, de acordo com o ponto biométrico de 2022. Isso faz inferir que exatamente na semana do crime pode ter havido por ele, a intenção de estar presente na faculdade pra criar um álibi para encobertar a sua conduta e disfarçar”, conclui a delegada.
O suspeito de ser o mandante do crime, o então companheiro de Letycia, Diogo Viola de Nadai, está preso desde o último dia 07. Ele está numa cela em isolamento, no presídio de Itaperuna.
Confira um dos vídeos, com a conlusão da delegada: