

Campos dos Goytacazes se despede da professora, escritora e historiadora Marluce Guimarães Silva, cuja trajetória foi marcada pela contribuição à educação, à literatura e à valorização da história regional. Ela morreu nesta terça-feira (27), aos 90 anos. O velório acontece na Escola Jesus Cristo, reunindo amigos, familiares e pessoas que reconhecem a importância de seu trabalho para a cultura campista. O sepultamento será no Cemitério Campo da Paz, na parte da tarde sem horário confirmado.
A morte da intelectual provocou manifestações de pesar, entre elas a da historiadora e professora Graziela Escocard Ribeiro, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Campos dos Goytacazes (IHGCG), coordenadora do Museu Histórico do município e professora de História. Em seu pronunciamento, ela destacou a influência dos livros de Marluce em sua própria formação e o papel da escritora na aproximação das crianças com a história local.
Marluce foi autora da coleção paradidática Gente da Terra, utilizada por gerações de estudantes como referência para conhecer a história de Campos e da região. Para Graziela, a obra teve papel fundamental na construção da identidade e do sentimento de pertencimento dos leitores ao território onde vivem.
“Hoje, Campos dos Goytacazes se despede de uma mulher que deixou um legado inestimável para a educação, a literatura e a preservação da nossa memória regional”, afirmou Graziela, lembrando que foi alfabetizada com os livros da escritora, que se tornaram referências importantes durante sua infância.
A presidente do IHGCG ressaltou ainda que a contribuição de Marluce ultrapassa o conteúdo pedagógico. Segundo ela, a produção literária da professora conseguiu aproximar a história regional do universo infantil, relacionando memória, identidade e pertencimento.
Ao avaliar a dimensão desse trabalho, Graziela destacou a importância de ensinar História a partir da realidade dos próprios estudantes e de valorizar os personagens e acontecimentos que ajudaram a construir a trajetória do município.
“Minha gratidão à professora Marluce, que ajudou a despertar em tantas crianças, inclusive em mim, o interesse pela nossa história”, concluiu Graziela.


O pesquisador e memorialista Genilson Soares publicou uma foto com Marluce Guimarães em evento literário de Campos. “Lamentável, pois ela esteve comigo na Bienal do ano passado e aparentava estar muito bem”, comentou. O jornalista Gustavo Smiderle também se manifestou. “Que pena! Minha marcante professora de História no Liceu”, disse
Nas redes sociais, manifestações de amigos e familiares ressaltam o reconhecimento e o carinho dedicados à professora, cuja trajetória deixa marcas na formação de estudantes e na preservação da memória cultural campista.