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Operação contra fraudes na saúde mira advogada em Campos

Médicos, empresários e advogados são apontados por judicializarem pedidos e indicarem fornecedoras envolvidas no esquema

Polícia
Por Redação
9 de abril de 2026 - 12h03
Reprodução/134ª DP

A Polícia Civil detalhou a atuação em Campos no âmbito da Operação Dose Extra, que apura um esquema nacional de fraudes e superfaturamento em procedimentos cirúrgicos custeados pelo plano de saúde dos servidores públicos de Santa Catarina, o SC Saúde. No município, a ação teve como alvo uma advogada, suspeita de integrar o núcleo jurídico da organização criminosa investigada.

Policiais civis da 134ª Delegacia de Polícia (Centro) cumpriram, na manhã desta quinta-feira (9), três mandados de busca e apreensão em apoio à DEIC-PCSC. A ação foi coordenada pelo delegado titular Carlos Augusto Guimarães, e pelo delegado adjunto Giordano Barreto Mota.

As diligências foram realizadas em três endereços: Apartamentos nos bairros do Centro, Pelinca e Parque São Caetano.  Segundo a Polícia Civil, apenas um único endereço, residência da investigada, houve apreensão de materiais.

No local, os policiais apreenderam um notebook da marca Acer, um telefone celular Samsung azul, dois aparelhos iPhone, um tablet Samsung preto e um veículo Chevrolet Onix branco. Nos outros dois endereços, por não se tratarem de locais vinculados diretamente à investigada, nada foi apreendido, conforme relatório elaborado pela equipe da Polícia Civil de Santa Catarina.

Todo o material recolhido foi encaminhado para a 134ª DP para a adoção das medidas legais cabíveis.

Como o plano de saúde era fraudado?

A investigação começou após uma auditoria interna no SC Saúde encontrar irregularidades. Em nota, a Delegacia de Combate à Corrupção reiterou que não há indícios de participação de servidores públicos no crime.

Na auditoria, foram verificados indícios de irregularidades em cirurgias de coluna por via endoscópica custeadas pelo plano. Para a polícia, médicos indicavam propositalmente fornecedoras que pertenciam ao mesmo grupo econômico, mesmo com diferentes nomes. A estratégia servia para simular concorrência e mascarar o superfaturamento.

“A disparidade de valores é alarmante: em um dos casos, enquanto um procedimento para o mesmo diagnóstico custaria cerca de R$ 29 mil, o grupo obteve na Justiça o pagamento de mais de R$ 600 mil pela mesma cirurgia”, informou a Polícia Civil. O valor é 20 vezes maior.



Com informações de J3News e G1.