×
Copyright 2024 - Desenvolvido por Hesea Tecnologia e Sistemas

Brasil está se tornando um País preso às vielas da incompetência, dos desmandos e da corrupção (I)

.

Guilherme Belido Escreve
Por Guilherme Belido
16 de março de 2026 - 17h26

Não vem de hoje que os parlamentares e governantes descumprem seus deveres com o eleitor — com a população, em sentido amplo — escanteando para tão longe quanto possível o trabalho que são pagos para realizar, mas não realizam. Evidente, não são todos. Em sentido contrário, ‘a vaca já teria ido pro brejo com corda e tudo‘, como diriam os mais antigos. Mas, que a grande maioria se enquadra nessa espécie de abstinência ao dever, não há dúvida.

Trata-se de deturpação de finalidade, onde o interesse particular sequestra o público. Eleito, via de regra o político vislumbra o próximo mandato. Não aguarda um ou dois anos. Longe disso. Já no primeiro momento traça o atalho, o rumo tortuoso que melhor se enquadra em seu propósito. Não importa por quantos pântanos terá que adentrar para ampliar as chances de sucesso na eleição seguinte. Simples assim.

Pesquisas, pesquisas e pesquisas 

O Brasil vive uma enxurrada de pesquisas como se tivessem o condão de a cada semana indicar o caminho a ser seguido de acordo com o apurado pelos institutos. As questões que afligem o País não surgem a cada 10 ou 15 dias e tampouco precisam de pesquisas que as apontem. 

Vivemos um círculo vicioso marcado por corrupção, administração ineficiente em todas as esferas, privilégios e desprezo pela coisa pública. Na outra ponta está a fome e o desemprego; a educação e a saúde de baixa qualidade. A ausência de programas habitacionais, de transporte, e de meio ambiente. De segurança, de infraestrutura e, no geral, a ausência de políticas governamentais que mirem a população como um todo — e não pequenos grupos abastados.

Logo, não precisamos de pesquisas que nos mostrem que a inflação está alta, os juros na estratosfera e que o Brasil não consegue reduzir a despesa pública. Não há de se ‘percentuar’  o que está pior e ‘mais pior’. Todos sabemos.

Período eleitoral

Não se desconhece que as pesquisas apontam tendências. Mostram, naquele momento, o que mais aflige o eleitor. Quais as expectativas para o Brasil. O que pensa o simples do povo acerca deste ou daquele político. Onde é preciso focar para ampliar a captação de votos, etc. Contudo, isso não poderia ser imperativo — determinante —, mas casual. 

Ora, só em julho começam as convenções partidárias e em agosto o registro das candidaturas. Sob esse ângulo, essa denominação de “pré-candidato” e ‘consulta’ ao eleitor não deveria existir pelo simples motivo de que a antecipação é sempre prejudicial. Quando a campanha, ainda que disfarçada, entra em cena, o trabalho em favor do País — que nem precisa de motivo… todos sabemos o quão sofrível é — segue para décimo plano. (*Continua na próxima edição).

Não é aceitável
que as chamadas 
“pré-candidaturas”
estejam sendo 
cada vez mais 
antecipadas,
configurando
grave deformação
em prejuízo do
País e do povo