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Malafaia extrapolou

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Geral
Por Guilherme Belido
11 de junho de 2024 - 13h56

Silas Malafaia, líder religioso da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, sempre se posicionou como aliado do ex-presidente Bolsonaro na defesa de questões que dizem respeito à igreja.

Seu engajamento é pertinente, em especial na preservação dos conceitos que são caros às famílias brasileiras, aos fiéis, e na garantia de que cada um tenha o direito de exercer sua fé. Paralelamente, luta contra os abusos odiosos dos que querem abolir a igreja, etc.

Limites – Entretanto, como pastor evangélico, Malafaia não deve exceder aos temas basilares que lhe são próprios, quais sejam a defesa do direito à religiosidade e seus entornos. Bem entendido, para ele a política tem fronteiras, não cabendo exercê-la no âmbito partidário-eleitoral.

Logo, quando diz que o governador de São Paulo, Tarcísio Freitas, não deveria tentar se viabilizar como pré-candidato a presidente em 2026, além de cobrar do governador paulista postura mais contundente contra a inelegibilidade do ex-presidente, Malafaia está indo além dos limites de sua liderança.

Claro, em seu livre direito de expressão, não deve ser cerceado. Por outro lado, se deseja fazer política partidária e eleitoral, melhor que desça do púlpito e suba nos palanques. Assim estará assumindo atitude de cabo eleitoral ou de candidato a cargo eletivo. Diferente disso, fica meio confuso.