

O pré-candidato a deputado federal, Marcelo Freixo, estará em Campos nos dias 26 e 27 de maio, apresentando a sua autobiografia “Viver é Perigoso – Minha Travessia no Rio”, que revela os bastidores da sua luta contra o crime organizado no Rio de Janeiro. O ex-presidente da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) visita a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) a Universidade Federal Fluminense (UFF) no dia 26 e o Instituto Federal Fluminense (IFF) no dia 27.
Escrita em colaboração com o jornalista Bruno Paes Manso e publicada pela Editora Planeta, a obra de 272 páginas faz um mergulho profundo nas últimas duas décadas da história do Rio de Janeiro, expondo as raízes e a expansão do crime organizado nas estruturas de poder do Estado. O ator Wagner Moura assina o prefácio. A narrativa propõe uma reflexão sobre o futuro do Rio de Janeiro e do Brasil.
Na autobiografia, Freixo revisita sua origem na periferia de Niterói, sua atuação como professor e ativista de direitos humanos e sua trajetória parlamentar marcada pelo enfrentamento a estruturas criminosas que operam na política e na economia do estado. O livro expõe os bastidores das investigações que confrontaram autoridades e grupos paramilitares, demonstrando como a luta pela democracia e pela segurança pública no Estado exige embates e riscos extremos de seus protagonistas.
O grande destaque da obra recai sobre a sua atuação investigativa no parlamento, período em que liderou frentes decisivas contra as máfias que dominam territórios. O autor relembra a tensão de ter presidido a histórica CPI das Milícias, cujos desdobramentos marcariam para sempre a sua carreira política e a sua própria vida. O livro relata como se estruturam os grupos criminosos, que visavam lucros milionários por meio de loteamentos ilegais e monopólio de serviços básicos, operando com a conivência de agentes que deveriam combatê-los.
A memória de Marielle Franco e os riscos da vida pública
Em passagens contundentes, Freixo resgata a memória de Marielle Franco, vereadora e ex-assessora de seu gabinete assassinada em março de 2018. Ao descrever a sensação de acompanhar o julgamento dos assassinos de Marielle , o autor expõe o choque de ouvir, perante o tribunal, que a sua própria execução havia sido a primeira encomenda feita pelos mandantes do crime aos pistoleiros.
Apoiando-se na célebre reflexão de João Guimarães Rosa de que “viver é muito perigoso”, a autobiografia constrói uma narrativa de resiliência. “O perigo pode dar sentido à vida, não necessariamente ligada ao medo”, escreve Freixo. Ele conclui que “o medo nos humaniza, mas não deve nos paralisar. Precisamos estar dispostos a escolher riscos para a vida ganhar
direção”.
O lançamento de “Viver é Perigoso” apresenta-se como um documento indispensável para quem deseja compreender a engrenagem política e criminal do Rio de Janeiro. A obra convida o público a conhecer as pressões e as estratégias de sobrevivência de um homem que transformou o próprio medo em combustível para lutar por justiça.
Com informações da Assessoria