

A morte da jovem Letycia Peixoto Fonseca, de 31 anos, segue sem uma definição de motivação para o crime. Nesta sexta (10) em matéria publicada pelo O Globo, trechos do depoimento da esposa de Diogo Viola de Nadai, preso como suspeito de ser o mandante do crime, revelaram que ela tem medo de que “algo possa acontecer com a sua pessoa quando contrariar os interesses” dele na empresa em que são sócios. Já neste sábado (11) uma matéria do Extra, que traz dados das investigações em aplicativos de mensagens no telefone do suspeito, apontam que, ao contrário do que teria sido dito pelos dois em depoimentos, ambos ainda manteriam um relacionamento. Os advogados de Diogo, Thiago Carvalho e Reynaldo Peixoto, confirmaram ao J3News que entraram com pedido de habeas corpus e aguardam análise da Justiça.
Segundo relatos, Diogo mantinha relacionamento com Letycia há oito anos. Ele e a mulher teriam alegado em depoimento que não estavam mais juntos há cerca de três anos, ainda que sem separação formal, mantendo uma relação de amizade. No entanto, trocas de mensagens entre os dois comprovariam, para a Polícia, que havia relacionamento amoroso entre eles. Nas conversas, haveria troca de declarações, além de um se referir ao outro como “amor”. Outro ponto que chamou atenção foi o fato da mulher, por alguns momentos, perguntar se ele iria para casa, indicando para os investigadores que os dois ainda morariam juntos.
Em entrevista concedida ao J3News essa semana, a mãe de Letycia, Cintia Pessanha Fonseca, que estava com a filha no momento do crime e foi baleada, confirmou que Diogo frequentava a casa dela, onde o casal estaria residindo nos últimos dias, enquanto aguardavam uma obra no apartamento deles. Ele também voltou para a casa dos pais da jovem após o crime. No entanto, também segundo Cintia, sua filha não conhecia os parentes dele e estaria o pressionando para isso, tendo estabelecido o nascimento do pequeno Hugo como prazo.
Em entrevista ao Extra, Cintia revelou que foi Diogo, que não tem filhos com a esposa, quem escolheu o nome para o bebê. “A Letycia falava: ‘essa criança tem que ter nome, não dá para a gente ficar chamando de ‘menino’. Então o Diogo fez questão que o nome do bebê fosse Hugo, dizia que era o nome do avô dele, uma pessoa muito influente no Espírito Santo (terra natal de Diogo) e que tem até uma rua em homenagem ao avô dele”, contou.
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Fonte: Extra