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Procon-RJ lança cartilha com orientações sobre riscos das bets e falsas promessas de lucro

Material alerta para superendividamento e perda de controle nas apostas online

Geral
Por Redação
11 de agosto de 2026 - 8h14

Ilustração/Arquivo

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro (Procon-RJ) lançou nesta segunda-feira (10) a cartilha Apostas Online: Bets e Jogos de Azar – Proteja Seu Dinheiro, Sua Saúde e Sua Família. O material reúne orientações para conscientizar consumidores sobre os riscos das apostas esportivas e dos jogos de azar pela internet.

A publicação também apresenta informações para prevenir o superendividamento, identificar sinais de perda de controle e buscar canais de apoio. Em linguagem acessível, explica como funcionam as plataformas, diferencia entretenimento, investimento e jogos de azar e alerta para mecanismos utilizados para estimular a permanência dos usuários nas apostas.

A cartilha reforça que as bets não são uma forma segura de obtenção de renda e desmistifica as promessas de lucro fácil. O material também destaca que a participação de menores de 18 anos em apostas online é proibida por lei e orienta pais e responsáveis a observar sinais de exposição precoce.

Armadilhas das apostas

Segundo o Procon-RJ, uma das estratégias utilizadas pelas plataformas é a distribuição de prêmios em momentos aleatórios, mecanismo que pode estimular o jogador a continuar apostando em busca de uma nova recompensa.

Outro comportamento de risco é tentar recuperar valores já perdidos. A pessoa pode continuar apostando por acreditar que precisa recuperar o dinheiro investido, aumentando ainda mais o prejuízo.

O órgão alerta que reconhecer a perda e interromper as apostas é uma forma de evitar danos maiores. A busca por recompensas cada vez maiores também pode levar o consumidor a aumentar progressivamente os valores apostados, comprometendo o orçamento familiar.

De acordo com o Procon-RJ, a cartilha foi elaborada com base em evidências científicas e técnicas produzidas por pesquisadores, universidades, organismos internacionais e instituições públicas, além de informações fundamentadas na legislação brasileira.

Fonte: Agência Brasil