

Representantes da concessionária Arteris Fluminense apresentaram, em reunião na Firjan Norte Fluminense, o planejamento de investimentos e obras previstas para a BR-101, no trecho de 322 quilômetros entre a Ponte Rio-Niterói e a divisa com o Espírito Santo. O encontro reuniu empresários e autoridades regionais para debater a repactuação do contrato de concessão da rodovia e as prioridades de melhorias.
Segundo a concessionária, as obras devem começar logo após a assinatura do novo contrato com a Agência Nacional de Transportes Terrestres, prevista para o início de março. O superintendente de obras, Rafael Catharin Caldo, informou que estão programados serviços de recapeamento, recuperação de pavimento, duplicação de trechos pendentes e intervenções no segmento urbano de Campos dos Goytacazes.
A reunião foi solicitada pelo presidente da Firjan Norte Fluminense, Francisco Roberto de Siqueira, e contou com a participação de representantes do poder público e de entidades empresariais, entre eles o subsecretário municipal de Mobilidade Urbana, Sérgio Mansur, além de dirigentes do setor produtivo regional.


Durante o encontro, a concessionária também informou que o período de obras deve gerar cerca de 400 empregos diretos. Os projetos incluem ainda a implantação de multivias, com aproximadamente 16 quilômetros previstos nos três primeiros anos após a repactuação.
Para o subsecretário Sérgio Mansur, é fundamental que o novo contrato priorize intervenções no trecho urbano de Campos, onde o tráfego da rodovia se mistura ao fluxo da cidade. Ele destacou a necessidade de melhorias especialmente entre os quilômetros 64,5 e 65,5, na região próxima ao shopping, e entre os quilômetros 67 e 75, do Trevo do Índio até Ururaí. Segundo Mansur, a reorganização do cronograma de investimentos é essencial para reduzir congestionamentos e melhorar a mobilidade.
O presidente regional da Firjan ressaltou que a BR-101 é estratégica para o desenvolvimento do Norte Fluminense, por concentrar o escoamento da produção industrial, do setor de óleo e gás e do agronegócio. Para ele, acompanhar a repactuação e garantir a execução das obras é fundamental para fortalecer a infraestrutura e a economia da região.
Com informações da Ascom