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Carnaval sem ressaca é possível e necessário

Especialistas em saúde, como a nutricionista e colunista do J3News, Natália Muniz, dá dicas valiosas para foliões

Geral
Por Redação
3 de março de 2025 - 8h00

Ilustração

Nestes dias de carnaval, além de folia e alegrias durante bailes e desfiles, há um componente que não é bem-vindo e que pode atrapalhar os festejos: a ressaca. Ela é causada por diferentes fatores, como a desidratação que o ocorre por uso excessivo de álcool, que inibe a produção de vasopressina, hormônio responsável por reter água no corpo, fazendo com que a eliminação de líquidos seja maior. Além disso, o álcool é transformado no fígado em ácido acético, mas antes passa pelo estágio de acetaldeído, uma substância mais tóxica que se acumula no organismo e causa toxicidade. O J3News pesquisou quais as melhores maneiras de evitar e combater a ressaca neste período.

De acordo com especialistas em nutrição, algumas bebidas alcoólicas contêm compostos como metanol e taninos, que podem intensificar os sintomas da ressaca devido ao processo de fermentação. O consumo de álcool provoca uma série de desajustes metabólicos, resultando na conhecida ressaca. Segundo a nutricionista Natália Muniz, a desidratação é um dos principais efeitos, já que a substância tem ação diurética, eliminando líquidos e minerais essenciais:

A nutricionista Natália Muniz
(Foto: Divulgação)

“Além disso, o álcool irrita a mucosa gástrica, podendo causar desconforto digestivo e aumento da acidez. O fígado transforma o álcool em acetaldeído, um composto altamente tóxico que agrava os sintomas da ressaca. O consumo excessivo também gera estresse oxidativo e inflamação no organismo. Para minimizar os efeitos, Natália recomenda hidratação adequada e alimentação equilibrada para auxiliar na metabolização do álcool.

O consumo de álcool também favorece o desequilíbrio de eletrólitos, o que pode resultar em fraqueza e dores de cabeça. Para curar a ressaca, é essencial adotar algumas medidas como manter uma alimentação saudável, beber bastante água e, se necessário, recorrer a medicamentos que aliviem sintomas como enjoos, má digestão e dor de cabeça; desconfortos como tontura, sede excessiva e mal-estar. “A melhor forma de evitá-la é ingerir álcool com moderação e garantir refeições equilibradas antes e depois da ingestão de bebidas alcoólicas”, comenta Natália Muniz.

Algumas estratégias ajudam a reduzir os sintomas da ressaca mais rapidamente. Tomar café pode ser uma opção, já que a bebida tem efeito estimulante, aliviando a tontura e a sensação de fraqueza. Além disso, o café possui propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, contribuindo para a diminuição da dor de cabeça. No entanto, é importante não exagerar no consumo, pois o excesso pode favorecer a desidratação e agravar os sintomas.

Água é fundamental

A ingestão de água é fundamental. Beber entre 1,5 e 2 litros de água ao longo do dia, incluindo opções como água de coco e chás, auxilia na recuperação do organismo. A alimentação saudável também desempenha um papel importante, fornecendo os nutrientes necessários para restaurar os níveis de glicose e sais minerais. Frutas, legumes, proteínas magras e cereais devem ser incluídos na dieta para ajudar na recuperação.

Chás com mel, como os de gengibre, hortelã-pimenta e boldo, possuem propriedades digestivas e anti-inflamatórias que aliviam sintomas como enjoo e má digestão. O mel, rico em frutose, fornece energia rapidamente, auxiliando na recuperação. Outra opção é consumir sucos naturais de frutas como laranja, manga e melancia, que ajudam a melhorar a disposição e reduzir a dor de cabeça.

Carnaval de rua na região (Foto: Divulgação)

Tomar sopas, como as de tomate, legumes ou feijão, auxilia na reposição de sódio e potássio perdidos pela urina, combatendo tontura, enjoo e fraqueza. Dormir bem também é essencial, pois poucas horas de sono ou uma noite mal dormida podem intensificar sintomas como dor de cabeça e irritabilidade. Em casos mais intensos, alguns medicamentos como antiácidos podem aliviar o mal-estar e a má digestão, enquanto analgésicos ajudam a reduzir a dor de cabeça.

A irritação do estômago é outro fator, pois o álcool agride a mucosa gástrica e estimula a liberação excessiva de ácido estomacal, o que pode levar a náuseas e até diarreia. Além disso, o metabolismo do álcool pode provocar hipoglicemia, uma queda nos níveis de açúcar no sangue, e gerar inflamações no fígado, cérebro e trato gastrointestinal, causando mal-estar generalizado. A dilatação dos vasos sanguíneos, incluindo os do cérebro, também pode ser um dos motivos para a dor de cabeça associada à ressaca.

Em alguns casos, pode ser necessário buscar atendimento médico, especialmente se surgirem sintomas como convulsões, vômitos persistentes, alterações na respiração ou nos batimentos cardíacos, pele pálida, baixa temperatura corporal ou episódios de desmaio. Em situações assim, a orientação profissional é essencial para evitar complicações mais graves relacionadas ao consumo excessivo de álcool.