

A delegada titular da 134ª DP (Centro) de Campos, Natália Patrão, informou, nesta sexta-feira (31), a conclusão do inquérito policial que investiga o assassinato da gestante Letycia Peixoto Fonseca. Uma coletiva de imprensa foi marcada para as 11h de segunda-feira, na 6ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP), quando mais detalhes do caso serão divulgados.
O crime aconteceu na Rua Simeão Scheremeth, no Parque Aurora, em Campos. Letycia Peixoto Fonseca, de 31 anos, foi baleada cinco vezes por volta das 21h do dia 2. Uma câmera de segurança filmou a ação dos bandidos. No momento do crime, a vítima estava na direção de um Volkswagen Gol branco pertencente à empresa na qual trabalhava como engenheira de produção. O veículo estava parado na frente da residência de familiares da gestante e havia uma segunda pessoa no banco do carona.
O vídeo mostra o momento em que Letycia, que estava no sétimo mês de gravidez, é surpreendida por dois homem em uma moto, que abriram fogo. Ela foi atingida por um tiro na face, dois no tórax, um no ombro e um na mão esquerda. A mãe da vítima, que estava fora do veículo, ainda tentou segurar a moto, foi baleada na perna esquerda e acabou caindo.
As duas foram socorridas por um tio da vítima e levadas para o Hospital Ferreira Machado (HFM). A mãe de Letycia passou foi atendida, submetida a exames e teve alta. A gestante, no entanto, não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu na unidade. O bebê, do sexo masculino, nasceu de 30 semanas, pesando 1,7 kg, após uma cesariana de emergência.


A criança, que se chamaria Hugo, foi encaminhada para o hospital da Beneficência Portuguesa, onde deu entrada na UTI Neonatal às 22h. O menino faleceu às 8h da manhã do dia 3, em consequência de insuficiência respiratória e distúrbio cardiovascular.
A segunda ocupante do veículo no momento do crime era uma tia-avó, de 50 anos, que tem síndrome de Down e Letycia deixava em casa após um passeio de carro para acalmá-la. Ela não se feriu.
O professor e empresário Diogo Viola de Nadai, de 40 anos, é o principal suspeito de ter ordenado a morte da gestante, com quem manteria um caso extraconjugal. Natural do Espírito Santo, ele leciona no Instituto Federal Fluminense (IFF), é proprietário, junto com a esposa, de uma loja de calçados em um shopping de Campos e também é conhecido como jogador de pôquer.
Diogo foi preso no último dia 7 de março, em uma ação conjunta de forças de segurança do município, e preferiu se manter em silêncio durante tanto durante o interrogatório ocorrido após a prisão quanto quanto no último dia 27, quando o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) tentou ouvi-lo. Também se negou a fornecer material genético para exame de DNA que comprovaria se ele era ou não pai do filho de Letycia.
Outros quatro suspeitos de envolvimento no crime também foram presos, incluindo os dois executores, o proprietário da moto usada no crime e um homem que teria agido como intermediário.