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Caso Letycia: amigo há 10 anos de professor suspeito diz que o conhecia como homem casado com sua esposa

Diogo Viola Nadai, pai do bebê, é suspeito de ser mandante do crime e foi preso no último dia 7

Geral
Por Redação
16 de março de 2023 - 20h32
Diogo Viola Nadai, que esteve no sepultamento de Letycia e seu bebê, é suspeito de ser mandante do crime (imagem: Carlos Grevi)

A 134ª Delegacia de Polícia do Centro divulgou, nesta quinta-feira (16), que diversas pessoas do círculo de convívio de Diogo Viola Nadai, suspeito de ser o mandante do assassinato de Letycia Peixoto e de seu bebê, foram ouvidas até esta data. Entre elas, um amigo, há dez anos, de Diogo. No seu depoimento, segundo a 134 ª DP, o amigo de Diogo relatou que “o conhecia como um homem casado com sua esposa”, e que “havia relacionamento normal de casal, o matrimônio se apresentava de forma típica”. A esposa de Diogo foi novamente ouvida, segundo relatado. Diogo, que é professor, empresário e pai do bebê que Letycia esperava, foi preso no último dia 7 de março junto a outros quatro suspeitos de envolvimento no crime.

Ainda de acordo com o amigo de Diogo, em depoimento, ele sabia muito pouco da existência de Letycia. Conforme relata, o amigo “pensava que era uma ‘ficante’, com encontros fugazes e passageiros. O suspeito/mandante nunca conversou com ele sobre Letycia, não sabia da gravidez e acredita que nenhum outro amigo soubesse. No dia do crime o suspeito/mandante lhe confessou que o filho era dele”, relatou em depoimento à Polícia Civil. .

Segundo a delegada titular da 134ª Delegacia de Polícia do Centro, Natália Patrão, ainda esta semana outras pessoas foram ouvidas como a obstetra de Letycia.  A Obstetra disse, em depoimento, “que já tinha a atendido no ano de 2018, quando sua gestação infelizmente evoluiu para um aborto inevitável. Disse que consultou Letycia de cinco a seis vezes, não se recordava se Letycya teria ido acompanhada de D.V.N. a alguma consulta e finalizou relatando que Letycia estava muito feliz com a gravidez, compartilhando várias descobertas, conversava de várias coisas que tinha comprado e era sempre muito tranquila e agradável”. 

A 134ª Delegacia de Polícia do Centro também relatou que ouviram “a chefia imediata do D.V.N da Universidade que ele lecionava”. Além da chefia, foram ouvidas a esposa do suspeito de ser o mandante do crime e a corretora de imóveis que alugou o apartamento que o suspeito/mandante estava montando para morar com Letycia.

“Ouvimos novamente a esposa do suspeito/mandante que estava totalmente abalada emocionalmente, nunca soube da existência da Letycia, relatou estar arrasada como todos, disse que no dia posterior ao crime o suspeito/mandante lhe contou que havia traído há apenas 8 meses, que a Letycia engravidou assim que eles começaram a se encontrar e que o filho realmente era dele. Acrescentou que, todas as vezes que ele dormia fora de casa, ele lhe dizia que estava dormindo na clínica de tratamento psiquiátrico. Finalizou dizendo que não teve mais contato com o suspeito/mandante, nem quer ter, desejando se separar”, informou a 134ª Delegacia de Polícia do Centro.

Sobre o relato da corretora de imóveis, a 134ª Delegacia de Polícia do Centro informou que: “Ouvimos a corretora de imóveis que alugou o apartamento que o suspeito/mandante estava montando para morar com Letycia, a qual contou que Letycia em todas as vezes estava sozinha, grávida, se mostrava uma mulher muito tranquila, sem preocupação, mas que nas conversas se referia ao suspeito/mandante como  “companheiro” e “marido” e também pelo próprio dele. A entrega das chaves do apartamento ocorreu no Sábado de carnaval, dia 18/02/2023, 12 dias antes do crime, ocasião que o suspeito/mandante estava presente, fazendo o estilo “protetor”, tratando tudo com muito cuidado, comentando até sobre tela de proteção para os gatos ficarem seguros. Finalizou dizendo que Letycia era uma menina muito serena, aparentou ser justa e honesta, pois tratou com muita tranquilidade a negociação, o envio de documentos e até mesmo no pagamento da caução no valor de R$ 6.600,00”.

Com relação ao suspeito de ser o mandante, Diogo Viola Nadai, também foram requisitadas as licenças médicas na Universidade em que lecionava. “Os laudos já vieram confirmando os afastamentos em praticamente todo o ano de 2022, após findarem as aulas virtuais em razão do COVID”, relataram.

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