

O número de roubos e furtos no Centro de Campos e a ampliação do monitoramento por câmeras estiveram entre os assuntos discutidos pelo vereador Sub Jackson, presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal, durante visita à redação do J3News nesta quinta-feira (29).
Ele foi recebido pelo diretor do jornal e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos, Fábio Paes, e pelo vice-presidente da entidade, Adel Abou Rejeili. O vereador defendeu ainda maior união entre o poder público e as forças de segurança.
“Essa semana eu me posicionei, até com relação ao nosso prefeito Frederico Paes. O Centro não está ainda monitorado, porque segurança pública é uma junção de fatores. Não tem como proporcionar um trabalho com mais qualidade sem a tecnologia. É fundamental que possamos unir as forças de segurança em prol de um Centro mais seguro e ainda o monitoramento da cidade. A gente sabe que Campos tem várias câmeras, mas o setor produtivo não é monitorado. É necessário proporcionar um pouco mais de segurança para quem promove o comércio no Centro. Se não tem comércio, não tem dinheiro. Não se tem investimento onde não há segurança”, afirmou.
Ele também chamou atenção para os furtos registradso durante a madrugada. “Os comerciantes não sabem como vão acordar e encontrar suas lojas. Então é muito importante que façamos uma grande mudança em toda a estrutura e que possamos alavancar ainda mais o nosso serviço na cidade, cooptando, além do homem a pé, também em tecnologia, como nós vemos na cidade”, disse.
Legislação e políticas de assistência
Outro tema abordado foi a legislação brasileira e demais desafios. O assunto foi destaque em matéria especial do J3News publicada no domingo (25). Na última semana, representantes da Prefeitura, das forças estaduais de segurança, de entidades de classe e do Ministério Público (MPRJ) participaram de uma reunião para discutir medidas voltadas à segurança no Centro.
Sub Jackson afirmou que, segundo relatos recebidos por ele, pessoas presas em flagrante por determinados crimes acabam retornando às ruas e voltando a praticar delitos. “A gente tem tido relatos de prisões em flagrante que são feitas e as pessoas não têm sido soltas na audiência de custódia. Isso, infelizmente, é um fator negativo para a nossa cidade, para o nosso comércio, porque as pessoas voltam para o mesmo delito, cometendo o mesmo tipo de crime. Isso é muito ruim”, afirma.
Para o parlamentar,parte dos problemas enfrentados na região central também exige atenção às pessoas em situação de rua.
“Mas a gente precisa movimentar também o nosso município para implementar ações de assistência, de saúde. Muitos que hoje moram na área central precisam de atendimento médico, psicológico. Essa comunidade que mora nas ruas da cidade é muito danosa devido a ter muito dependente químico. Eles buscam o valor para comprar droga no roubo, no furto. Então, precisa de uma ação imediata da assistência, segurança pública, saúde, para que possamos estar direcionando essas pessoas para os seus tratamentos específicos”, completou.