

Não é bairrismo. É necessidade!
Com 370 mil eleitores, o maior colégio eleitoral do interior do Estado, Campos dos Goytacazes chega a mais uma eleição com condições de eleger um político campista para uma das cadeiras da Câmara dos Deputados, em Brasília.
A reportagem especial que o J3 News publica nesta edição ouviu os candidatos campistas justamente sobre essa contradição.Temos petróleo, gás, agricultura, polo universitário de alto nível e um orçamento robusto a partir dos royalties do petróleo, mas falta voz em Brasília para transformar esse potencial em política pública.
A pulverização dos votos, como mostraram eleições recentes para a Câmara Federal, é resultado de uma desarticulação que não deveria se repetir no pleito de agora. Uma dúzia de nomes locais disputam votos para deputado federal, enquanto vereadores, alguns dos mesmos partidos, apoiam candidatos de fora. Na democracia isso é permitido, mas não é prudente. Uma cidade do porte de Campos precisa de um deputado em Brasília, onde hoje são decididos valores e destinos das emendas parlamentares. É necessário e estratégico ter um representante no Distrito Federal.
O fato de ter certidão de nascimento lavrada em cartório local não é garantia de um bom mandato, mas pelo menos é um ponto de referência a ser identificado e cobrado quando os interesses do município estiverem em debate em Brasília.
Não devemos exportar votos. Existem candidatos locais com boas propostas e se eleitos estarão ao alcance dos nossos olhos e das nossas cobranças.