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GoytaCon para o infinito e além!

Público recorde confirma a força do evento e impulsiona novos planos para 2027

Clube J3news
Por Nelson Nuffer
26 de julho de 2026 - 0h02

A cultura pop movimenta cada vez mais Campos dos Goytacazes, através do GoytaCon. A edição de 2026, que aconteceu no último dia 18 de julho, na sede da Universidade Candido Mendes, atingiu um marco expressivo na sua trajetória, com cerca de 2 mil pessoas que passaram pelo evento e consolidaram o GoytaCon como o maior do segmento do Estado do Rio.

Pedro Paes

O crescimento do GoytaCon foi acompanhado de melhorias por sua história. O evento teve seu início em 2022, com a proposta de um “espaço nerd” dentro da Bienal do Livro. A ideia foi abraçada pelo público, que trouxe um grande fluxo de pessoas para a área e deu as condições para se pensar em um evento próprio.

“Foi muito longa essa caminhada. A partir da área nerd na bienal de 2022, a gente conversou com a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), e daí veio a ideia de criar um evento de cultura pop aqui em Campos, que seria público, não privado, e daí que saiu o nome de GoytaCon. Não funcionou de forma pública, mas pensamos em dar continuidade de forma privada”, detalha Pedro Paes, um dos fundadores e organizadores do evento, que também conta com Bruno Leite e Caio Cardozo.

Caio Cardozo

A primeira edição oficial do GoytaCon foi em 2023, no Colégio Asa, e teve um público de pouco mais de 400 pessoas. Apesar do porte reduzido, o evento já contava com nomes de peso na programação, como Guilherme Briggs, considerado um dos maiores dubladores do país, e a atriz Carol Valença. “Foi bem pequeno, mas também já foi muito grande em relação a outros eventos fora de Campos pela região”, avalia Cardozo.

Em 2024, a segunda edição registrou um primeiro crescimento, com cerca de 700 pessoas, e em 2025 o evento atingiu mil participantes, culminando no seu maior público e maior crescimento, passando de duas mil pessoas em 2026. O desempenho positivo foi sinalizado já na venda antecipada de ingressos, que tiveram o primeiro lote esgotado em ritmo mais acelerado do que nas edições passadas.

Estrutura

Bruno Leite

Com o grande crescimento do público, a organização teve de lidar com desafios logísticos e estruturais. Bruno Leite, organizador do evento que lida com as responsabilidades da infraestrutura, destaca a necessidade de reconfigurar as áreas e atrações. “O auditório da Ucam tinha capacidade para 250 pessoas, mas somente uma das atrações, já levaria mais de 500 espectadores. Seria uma experiência terrível para o público se tantas pessoas ficassem do lado de fora. Então fomos obrigados a melhorar a estrutura para comportar todas as pessoas”, explica Bruno.

Jéssica Sanz

A solução encontrada pela equipe foi inaugurar um novo espaço no estacionamento da universidade, batizado de Palco Dreams. A área interna, no entanto, não foi esvaziada, e o auditório tradicional passou a receber a programação de Kpop, que também ficou lotado. “Os dois palcos estavam lotados simultaneamente. É impressionante como o público de Kpop é tão forte”, complementa Pedro.

Luara Evangelista

“É sempre uma alegria estar com a galera do Kpop, é um público muito animado e engajado. Para mim, os covers de dança são um dos destaques do evento, e foi uma honra apresentar os artistas tão talentosos que temos na nossa cidade”, celebrou uma das apresentadoras do evento, Jéssica Sanz.

Para a apresentadora Luara Evangelista, o público é o ponto alto. “Acredito que esse seja um dos grandes pontos fortes do Goytacon, todo mundo que está envolvido na organização do evento, começou como público, e assim fazemos um evento que nós gostaríamos de viver!”, diz.

Giulia Who

Para Giulia Who, que também comandou as apresentações, o GoytaCon já está marcado como uma época especial do ano. “É sempre um privilégio conversar com artistas tão talentosos, cujas vozes marcaram a infância e a vida de tantas pessoas. Em 2026, tivemos a estreia do palco Dreams, e a energia do publico foi surreal”, conta.

Rodrigo Tannus

O retorno do Artist’s Alley, espaço dedicado à valorização de artistas locais, foi outro ponto positivo. Rodrigo Tannus, artista que participa do GoytaCon desde a primeira edição, avaliou o saldo como muito positivo. “O público foi muito grande, então, para quem participou do Artist’s Alley, foi muito bom em questão de vendas, em questão de trocas de conteúdo mesmo, né? Com as pessoas, conhecer futuros clientes, esse network para o Artist’s Alley é muito interessante. É um evento que se torna cada vez mais importante para a programação anual de Campos, porque traz muitas pessoas da região inteira”, relatou.

Compromisso com a experiência

Um dos maiores desafios enfrentados pela organização foi a infraestrutura da cidade para receber artistas nacionais, segundo Caio Cardozo, que faz parte da organização e lida com a produção do evento.

“É difícil para os artistas virem para Campos, por conta da falta de vôos comerciais em Campos, mas a gente se esforça para dar o máximo, para que a experiência deles aqui seja positiva e inesquecível, para que eles recomendem o evento a outros artistas”, afirmou Caio.

NerdSantt

O influenciador e apresentador NerdSantt, presente em todas as edições, fez um balanço positivo do evento. “Participo do GoytaCon desde a primeira edição e é impressionante perceber a evolução e crescimento do evento aqui em Campos. O GoytaCon não é apenas um evento de cultura pop, ele também movimenta o entretenimento, gera impacto na economia e promove experiências únicas. A quarta edição posso dizer que foi memorável. Costumo dizer que a melhor edição do GoytaCon sempre será a próxima, porque cada experiência é diferente e sempre surpreendente. Já estou ansioso para a próxima edição”, declarou

O futuro

A organização já projeta a edição de 2027, e o foco é aprimorar ainda mais a estrutura. “A gente quer dar um passo além do semiprofissional que temos, queremos nos tornar profissionais e oficializar isso. Nosso foco para o próximo ano é deixar toda a estrutura e logística mais afinadas: palco melhor, tendas melhores, sinalização e equipamentos de som e imagem mais robustos. E, lógico, trazer mais conteúdo também”, detalha Bruno Leite.

Para Pedro Paes o evento já está praticamente consolidado no calendário cultural da cidade. “Já adotamos esse segundo sábado de julho quase que oficialmente. Estamos muito animados. A gente sempre ficou numa situação de ansiedade e nervosismo, mas agora a chave virou. Estamos ansiosos para o evento e não ansiosos por conta do evento”, conclui.