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“Antes que algo mais grave aconteça”; urbanista sugere uso compartilhado da Ponte Leonel Brizola

Ex-presidente do IMTT, Renato Siqueira cobra a execução de uma nova ponte na cidade

Geral
Por Redação
11 de setembro de 2026 - 19h02
Foto: Cesar Ferreira/Secom Campos

A tentativa frustrada da Prefeitura de Campos de solucionar o problema da ligação entre Guarus e o Centro tomou conta dos debates e das redes sociais nos último dias na cidade. Ciclistas e pedestres vem sofrendo com a situação há seis meses, após a interdição da Ponte Barcelos Martins. Na última sexta-feira (4), o prefeito Frederico Paes anunciou que seria implantada uma operação experimental na Ponte Leonel Brizola, destinando exclusivamente uma pista à travessia de pedestres e ciclistas nos horários de maior movimento.

A medida consistia no fechamento da pista no sentido Centro–Guarus para veículos pela manhã, das 5h às 9h, ficando essa parte reservada aos pedestres e ciclistas. Na parte da tarde/noite, ao contrário. A interdição para veículos ficava no sentido Guarus–Centro. A proposta recebeu uma série de críticas, que chegaram a ser rebatidas pelo prefeito.

A operação foi implantada na terça-feira (6). Logo no primeiro dia e também no segundo, foram gerados grandes congestionamentos na subida da Ponte da Lapa justamente no sentido Guarus–Centro. Na tarde dessa quinta-feira, a Prefeitura encerrou o sistema. Em entrevista ao J3News, o arquiteto e urbanista Renato Siqueira propõe que a Ponte Leonel Brizola seja sim utilizada como solução momentânea. Porém, de outra maneira:

“Há pelo menos 6 meses sugerimos o uso da ponte de forma compartilhada em ambas as pistas, com a separação ao uso para pedestres e ciclistas em uma das faixas – interna – de ambas as vias. Repetimos isso aos gestores da Prefeitura na audiência pública ocorrida na Câmara Municipal em maio, porém não foi considerado. Trago novamente a sugestão, antes que algo mais grave aconteça”, destaca.

O urbanista acrescentou ainda, criticando a forma como a medida foi feita pela gestão municipal. “Nenhuma intervenção no sistema de trânsito tem apenas o impacto pontual principal. É preciso avaliar o impacto amplo, secundário. Isto não foi feito”, pontuou.

Ex-presidente do IMTT, Renato cobra a execução de uma nova ponte na cidade. “Também, que se planeje a execução da ponte exclusiva para pedestre e ciclista, prevista no Plano de Mobilidade, no eixo da Praça das 4 Jornadas, com conexão direta à Guarus e, o início imediato do Conselho de Mobilidade Urbana”, finalizou.