

A delegada Madeleine Dykeman encerrou as investigações sobre a morte da bebê Rhaylla Beatriz da Silva Nogueira, de 2 meses, em Campos. A conclusão do caso foi anunciada pela própria delegada na noite desta quinta-feira (2). Como noticiou o J3News mais cedo, Madeleine está deixando temporariamente as suas atividades como adjunta da 134ª DP (Centro) para concorrer ao cargo de deputada federal pelo Rio de Janeiro nas Eleições 2026.
O encerramento do caso Rhaylla fica marcado por uma reviravolta: o trabalho de investigação da Polícia Civil aponta que as graves agressões físicas que causaram a morte da bebê foram cometidas pela mãe da menina. O pai, é apontado como “garantidor” do crime, por não impedir as agressões.
“A autoridade policial concluiu pela existência de elementos suficientes para o indiciamento da mãe da criança pela prática, em tese, de tortura com resultado morte, em razão da atuação direta nas agressões, e do pai, também indiciado, diante dos elementos que apontam sua responsabilidade penal na condição de garantidor, por ter ciência das agressões sofridas pela filha e deixar de adotar medidas efetivas para impedir a continuidade da violência e proteger a criança”, detalha a delegada.
A investigação concluiu que Rhaylla foi vítima de violência física extrema, apresentando múltiplas fraturas. A bebê de apenas dois meses sofreu fratura de fêmur, fraturas de costelas e traumatismo cranioencefálico. Com o encerramento do inquérito, a delegada representou ao Poder Judiciário pela prisão preventiva dos pais da menina. Eles estavam em prisão temporária, desde a semana passada.
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