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Deputado Thiago Rangel, preso em operação da Polícia Federal, é levado para o Rio

Investigação aponta suspeita de desvio de recursos e uso de caixa dois eleitoral

Política
Por Redação
6 de maio de 2026 - 8h19

Thiago Rangel (Foto: Arquivo/Ilustração)

Após a prisão em Campos dos Goytacazes, o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi transferido na noite desta terça-feira (5) para a sede da Polícia Federal, na capital. O parlamentar foi preso durante a quarta fase da operação “Unha e Carne”, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos na área da educação do Estado do Rio de Janeiro.

A chegada ao Rio ocorreu por volta das 19h. O deputado deverá passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (6), às 10h, no presídio de Benfica.

De acordo com a decisão judicial que autorizou a prisão, há indícios de um esquema que teria movimentado cerca de R$ 3 milhões em recursos não declarados, relacionados a contratos públicos na área educacional. Segundo a Polícia Federal, parte desses valores teria sido utilizada para financiamento irregular de campanhas eleitorais.

As investigações também citam a vereadora Thamires Rangel, filha do deputado, apontada como uma das beneficiárias do suposto esquema, além de outros candidatos ligados à base política do parlamentar. Thamires ocupava, até recentemente, o cargo de subsecretária adjunta de conscientização ambiental na Secretaria Estadual de Meio Ambiente, função da qual foi exonerada no último dia 4. Ela anunciou retorno à Câmara Municipal de Campos para concluir o mandato.

Sede da Polícia Federal em Campos dos Goytacazes

A defesa do deputado estadual nega qualquer irregularidade e informou que ele irá prestar esclarecimentos durante o processo. A vereadora também afirmou que não houve prática de caixa dois em sua campanha e destacou que suas contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que está revisando contratos relacionados a obras em unidades escolares. Já a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) declarou que está à disposição para colaborar com as investigações.

A operação provocou forte repercussão no cenário político fluminense, especialmente em Campos dos Goytacazes, onde o parlamentar mantém base eleitoral.

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