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“Caixa 2” de R$ 2,9 milhões: organização criminosa beneficiou campanha de Thamires Ramgel, diz PF

Thamires foi eleita vereadora de Campos aos 18 anos, com mais de 5 mil votos

Geral
Por Redação
5 de maio de 2026 - 18h41
Foto: Josh

Os desdobramentos da quarta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (5) pela Polícia Federal (PF), seguindo determinação do STF, também atingem a vereadora Thamires Rangel (PMB). De acordo com o inquérito da PF, o pai de Thamires, o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), liderou uma organização criminosa, especializada no direcionamento de contratos públicos de obras de reformas em escolas estaduais a empresas ligadas ao esquema.

Ainda segundo a PF, as empresas recebiam os pagamentos do Estado, repassando boa parte dos recursos para os membros da organização investigada, em especial ao deputado, por meio de seus associados. Um deles, Marcos Aurélio Alves Brandão, também foi preso nesta terça, assim como Thiago Rangel. A Diretora Regional de Educação Noroeste, Júcia Gomes de Souza Figueiredo, está entre os alvos de prisão preventiva determinada pelo STF.

O inquérito da PF aponta que a realização do esquema criminoso envolvendo a Educação do Estado do Rio indica um financiamento eleitoral por parte do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, a Thiago Rangel. Rodrigo era também presidente ds Alerj e tinha forte influência na Educação.

De acordo com a PF, Bacellar havia prometido apoio financeiro (caixa dois) no valor de R$ 2,9 milhões a Thiago Rangel, para financiar a campanha de sua filha, Thamires, bem como de outros candidatos de sua base política. A PF aponta para escancarada compra de votos durante a campanha de Thamires, que teria sido patrocinada, em parte, por Rodrigo Bacellar.

Em nota enviada ao J3, a assessoria da vereadora afirmou que “não há qualquer fato na investigação que aponte para uso de caixa dois”. Confira a nota na íntegra:

“A assessoria de comunicação da vereadora Thamires Rangel vem a público esclarecer que não há qualquer fato na investigação que aponte para uso de caixa dois. Todas as contas foram prestadas e aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Ressalta-se que todas as ações da campanha foram conduzidas em estrita conformidade com a legislação eleitoral vigente. A assessoria reafirma a confiança nas instituições e se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.”