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Semana do Sono 2026 alerta para impactos da má qualidade do descanso na saúde dos brasileiros

Campanha destaca importância do sono reparador diante de dados inéditos que mostram alta prevalência de insônia e noites mal dormidas no país

Saúde
Por Redação
17 de março de 2026 - 12h56
Ana Cristina Carneiro Bastos e Pedro Glória destacam a importância do sono (Foto: Silvana Rust)

A Academia Brasileira do Sono promove, entre os dias 13 e 19 de março, a Semana do Sono 2026, uma das principais campanhas de educação em saúde sobre o tema no país. Com o tema “Durma Bem, Viva Melhor”, a iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância do sono para a saúde física e emocional, o desempenho diário e a qualidade de vida. A campanha está alinhada ao Dia Mundial do Sono, promovido pela World Sleep Society, e adaptada à realidade brasileira pela Academia, que reúne a Associação Brasileira de Medicina do Sono e a Associação Brasileira de Odontologia do Sono.

O neurologista Pedro Gloria ressalta que “um terço da nossa vida é dedicado ao sono, e é fundamental que esse tempo seja de qualidade. A duração ideal varia conforme a idade, mas a prioridade é garantir um sono reparador para viver melhor”, disse.

A edição de 2026 ocorre em meio a dados inéditos do Vigitel 2025, levantamento do Ministério da Saúde que avaliou pela primeira vez a qualidade do sono da população adulta nas capitais e no Distrito Federal. O estudo aponta que 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, abaixo do mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde, e 31,7% apresentam ao menos um sintoma de insônia, como dificuldade para adormecer, despertares frequentes ou sensação de sono insuficiente. A prevalência é maior entre mulheres (36,2%) do que entre homens (26,2%).

Para a fisioterapeuta Ana Cristina Carneiro Bastos, que atua em distúrbios do sono, “a falta de descanso adequado está frequentemente relacionada a dores crônicas e cansaço diurno. Avaliar a qualidade do sono é essencial para entender problemas como dor persistente, falta de disposição e dificuldade em manter hábitos saudáveis. Questionários e exames, como a polissonografia, ajudam a diagnosticar e tratar essas condições”, comentou.

O neurologista Pedro Gloria também detalha que “o sono é um processo ativo. Durante a noite, o cérebro realiza uma espécie de ‘faxina’, melhora conexões neuronais e libera substâncias anti-inflamatórias. Interrupções ou horários inadequados podem prejudicar esse processo, mesmo sem a presença de doenças”, explicou.