

A Rua Joaquim Thomaz de Aquino Filho se transforma nesta época na Avenida do Samba, para receber milhares de foliões que curtem o carnaval de rua, blocos de abada em São João da Barra, mas a grande atração deste domingo (19) são os tradicionais desfiles das escolas de samba Congos e Chinês, um show à parte que coroa a festa de Momo sanjoanense e retorna a Avenida na terça-feira (21).
A Escola de Samba Chinês, que completa 90 anos de tradição no carnaval sanjoanense, reedita em 2023 o enredo “Sou nobre e guerreiro nesse Brasil festeiro”, de 20 anos atrás, fazendo um passeio pelo país para mostrar os costumes, as festas e as tradições. Este ano a escola desfila com 300 componentes e a promessa da diretoria é de que o Chinês vai balançar a cidade e reafirmar, mais uma vez, que o rei da passarela é o leão.
“Depois de dois anos parados por conta da pandemia, o Chinês vem com alegria, garra e empolgação para a grande festa, contagiando o folião com a bateria e trazendo muito brilho nas fantasias luxuosas e nos carros alegóricos. Estamos a todo vapor trabalhando para abrilhantar o carnaval, como nos outros anos”, promete o presidente do Chinês, Daniel Santos, também mestre de bateria da escola.
O desfile contará com oito passistas, mestre-sala e porta- bandeira (Chrisson Monteiro e Ana Caroline Lopes), rainha da escola (Caroline Nascimento), rainha da bateria (Kelryn Ramos) e 70 ritmistas. O samba-enredo é de autoria de Wladimir Corrêa, que já compôs para a escolas Grande Rio e Vila Isabel.
O Chinês vai desfilar com dois carros alegóricos, além do abre-alas, representando as festas religiosas, e o carro-chefe, que homenageia Parintins, palco da maior manifestação cultural do norte brasileiro. Também desfilam três alas: a tradicional das camisas, a do frevo e a ala da Bahia, representando a Lavagem do Bonfim, Filhos de Gandhy, capoeira e as baianinhas.
A Escola de Samba Congos apresenta este ano o enredo “Nesta noite sob a luz do luar Congos canta uma festa no arraiá”, que retrata as festas juninas da cidade de São João da Barra.
“Vamos entrar na avenida com uma escola compacta e mais enxuta, mas uma escola alegre, animada, rica em colorido, luxo e brilho. Vamos fazer um grande desfile para marcar os 90 anos do Congos e proporcionar aos sanjoanenses e visitantes um espetáculo que não vai dever nada aos anos anteriores”, promete o diretor de carnaval da escola, Robertinho Martins.
São 250 componentes, incluindo 56 ritmistas, 11 passistas, mestre-sala e porta-bandeira (Ian Machado e Letícia Lopes), rainha da escola (Nathany Tavares), rainha da bateria (Mariana Abreu), mestre de bateria (Yan Franco), além dos intérpretes e componentes das alas, tripés e carros alegóricos.
“A comissão de frente vai explorar um lado bem caipira, com uma coreografia bonita que vai impressionar o público. Serão dois carros alegóricos, o abre-alas, representando o arraiá, e o carro-chefe, encenando o casamento na roça. A escola traz ainda três tripés, sendo um elemento cenográfico da comissão de frente, das secas nordestinas e de homenagem aos 90 anos da escola, além de quatro alas: das camisas, do fogo, da quadrilha e das noivas”, antecipa o vice-presidente da escola, Fellipe Souza.
O samba-enredo é de autoria de Diego Nicolau, que compõe os sambas dos Congos desde 2018. Ele é também o autor do samba-enredo da carioca Mocidade Independente de Padre Miguel para o desfile deste ano.