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STJ não autoriza busca e apreensão em endereços de Rodrigo Bacellar e Rodrigo Amorim

Deputados estaduais foram citados em delação do ex-secretário de Saúde em suposto desvio de verbas que envolve governador afastado Witzel

Política
Por Redação
3 de setembro de 2020 - 15h36

Rodrigo Bacellar no dia em que tomou posse na Alerj (Foto: Divulgação/Arquivo)

Nesta quinta-feira (3), o site O Antagonista publicou matéria citando a decisão do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, que afastou Wilson Witzel do governo do Rio de Janeiro. O magistrado não autorizou busca e apreensão em endereços dos deputados Rodrigo Bacellar (SDD) e Rodrigo Amorim (PSL). O Ministério Público Federal pediu diligências alegando que os parlamentares são citados em delação premiada de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde do Rio, como participantes do esquema de loteamento de cargos no Rio. Bacellar se defendeu das acusações em nota divulgada na terça-feira (1) por meio de sua assessoria.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, os deputados citados na delação de Edmar Santos têm participação mais ativa no esquema de Witzel que o vice-governador, Cláudio Castro (PSC), que foi alvo da Operação Tris in Idem, a mesma que investiga o governador afastado, e assumiu o governo do Rio.

O deputado Rodrigo Bacellar (Solidariedade) foi descrito por Edmar como coordenador do esquema criminoso para direcionar recursos da saúde a municípios para garantir apoio de deputados estaduais ao governo. O MPF suspeita de desvio de dinheiro nessas prefeituras.

Deputado Rodrigo Amorim – PSL   (Foto Alerj/Divulgação)

Já o deputado  Rodrigo Amorim (Partido Social Liberal)  foi acusado pelo ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro de ter intermediado um encontro entre o ex-secretário e José Carlos de Melo, outro suspeito de coordenar o esquema de corrupção e que foi preso por ordem do ministro Benedito. O deputado também foi citado em escuta telefônica na qual pessoas ligadas a Mário Peixoto relatam o loteamento de cargos na Faetec. Amorim teria pressionado o secretário de Ciência e Tecnologia, Leonardo Rodrigues, a acelerar o processo de contratação de seus indicados.

Na quarta-feira (2), a Corte Especial do STJ manteve por 14 votos a favor e um voto contrário, o afastamento de Witzel do governo e as prisões preventivas e temporárias determinadas pelo ministro do STJ,  Benedito Gonçalves.

Fonte: O Antagonista