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Petrobras anuncia perfuração de poços para projeto de captura de carbono em Barra do Furado

Estrutura será usada em projeto piloto que pretende testar, em Quissamã, uma forma de capturar e armazenar carbono no subsolo

Região
Por Leonardo Pedrosa
20 de agosto de 2026 - 9h48
Projeto CCS São Tome. — Imagem: Reprodução

A Petrobras anunciou que deu mais um passo para colocar em prática um projeto de captura e armazenamento de carbono em Barra do Furado, em Quissamã. A empresa assinou contrato para a perfuração e preparação de quatro poços terrestres na Estação de Barra do Furado (EBAF).

Os poços — um injetor vertical e três direcionais de monitoramento — são parte da infraestrutura do Projeto Piloto de CCS São Tomé, o primeiro da América Latina de captura, movimentação e armazenamento de carbono (CO2) em reservatório salino a partir de fontes industriais.

Segundo a estatal, representa um passo concreto na implantação do projeto e na estratégia de contribuir para a ambição de neutralização de carbono até 2050.

O objetivo do piloto é testar e validar uma série de tecnologias enquanto captura até 100 mil toneladas de CO₂ por ano durante três anos. A perfuração e a completação dos poços, juntamente com toda a infraestrutura necessária, serão concluídas até 2028.

Em 2029, a Petrobras iniciaria a fase de operação, seguindo por três anos de injeção e outros três de monitoramento dos reservatórios.

Durante o período de testes, o projeto poderá receber até 100 mil toneladas de CO₂ por ano, durante três anos. A iniciativa é considerada pela Petrobras uma etapa importante no desenvolvimento de tecnologias voltadas à redução das emissões de carbono.

Projeto pioneiro

O CCS São Tomé também chama atenção pelo caráter experimental. Segundo a Petrobras, será o primeiro projeto piloto do país a reunir o transporte de CO₂ por dutos e o armazenamento em um reservatório salino.

Além de testar os equipamentos, o projeto deverá servir para que órgãos como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) acompanhem, na prática, como funciona toda essa cadeia.

A experiência poderá ajudar na criação e no aperfeiçoamento das regras para futuros projetos de armazenamento geológico de carbono no Brasil.

Entre as tecnologias previstas estão sistemas de fibra óptica capazes de acompanhar a movimentação do CO₂ no reservatório em tempo real, materiais resistentes ao gás e equipamentos que permitem coletar amostras sem a necessidade de novas intervenções no poço.

A Petrobras afirma que o projeto faz parte da estratégia da empresa para desenvolver soluções de redução de emissões e contribuir para a meta de neutralização de carbono até 2050.

Com informações de Agência Petrobras.