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TRE-RJ apresenta mecanismos da urna eletrônica e reforça confiabilidade do sistema eleitoral

Demonstração pública mostrou estrutura interna do equipamento, camadas de proteção contra fraudes, procedimentos que garantem a integridade da votação

Eleições 2026
Por Redação
4 de agosto de 2026 - 8h01

Presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares afirma que a urna eletrônica é um dos sistemas mais auditados do país (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) promoveu, nesta segunda-feira (3), uma apresentação pública da urna eletrônica para jornalistas e representantes de entidades fiscalizadoras. Durante a atividade, realizada dentro da programação da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, técnicos desmontaram o equipamento e detalharam seu funcionamento, além dos recursos tecnológicos utilizados para assegurar a confiabilidade das eleições.

O objetivo da iniciativa foi ampliar a transparência do processo eleitoral e esclarecer dúvidas sobre o sistema eletrônico de votação, diante da circulação de informações falsas sobre as urnas, especialmente nas redes sociais.

Segundo o presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, a urna eletrônica é um dos sistemas mais auditados do país. Ele destacou que partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), universidades e Forças Armadas têm acesso aos mecanismos de fiscalização e inspeção do sistema.

A apresentação técnica foi conduzida pelo secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, Michel Kovacs, que explicou as diversas camadas de segurança existentes no equipamento. Entre elas estão lacres físicos produzidos pela Casa da Moeda, assinaturas digitais, identificação biométrica e sucessivas auditorias realizadas antes, durante e após o processo eleitoral.

Kovacs ressaltou que as urnas funcionam de forma isolada, sem qualquer conexão com a internet, o que reduz significativamente os riscos de invasões externas. Além disso, os dados da votação são gravados simultaneamente na memória interna e em mídias externas, garantindo redundância e preservação das informações.

Presidente do TRE-RJ durante apresentação sobre a segurança da urna eletrônica

Em caso de eventual falha técnica, uma urna de contingência pode assumir imediatamente a votação. Os dados da seção são transferidos de maneira segura, permitindo a continuidade do processo sem perda de votos ou comprometimento da apuração.

Durante a demonstração, o secretário também explicou que a Justiça Eleitoral é responsável por definir todas as especificações técnicas e de segurança do equipamento. As empresas contratadas apenas fabricam as urnas conforme os padrões estabelecidos, sem controle sobre o sistema operacional e os mecanismos de proteção utilizados.

Questionado sobre uma possível volta do voto impresso, Kovacs afirmou que a adoção da urna eletrônica, em 1996, representou um avanço no combate às fraudes verificadas na época da votação em cédulas de papel, como adulterações, rasuras e desaparecimento de votos. Segundo ele, o modelo eletrônico tornou a apuração mais rápida, segura e transparente, reduzindo a possibilidade de erros humanos e tentativas de manipulação do resultado.

Com informações da Agência Brasil