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PF faz buscas contra Cláudio Castro sobre recursos do Rioprevidência e Banco Master

Operação apura transferências bilionárias para o Banco Master e inclui mandados no Rio de Janeiro e no Distrito Federal

Política
Por Redação
26 de maio de 2026 - 7h27

Ex-governador Claudio Castro (PL) – Foto Silvana Rust

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (26), durante a oitava fase da Operação Compliance Zero. A ação investiga supostos crimes financeiros relacionados a investimentos realizados pelo Rioprevidência no Banco Master.

Ao todo, agentes federais cumpriram 10 mandados expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços localizados no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Segundo a defesa de Cláudio Castro, o advogado Carlo Luchione acompanharia as diligências realizadas na residência do ex-governador.

As investigações concentram-se em aportes que somam cerca de R$ 3 bilhões destinados ao conglomerado financeiro ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Os recursos teriam sido aplicados em diferentes momentos, principalmente pelo Rioprevidência, responsável pela gestão dos benefícios de aproximadamente 235 mil aposentados e pensionistas do estado.

A nova fase da operação decorre da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro deste ano, quando a Polícia Federal identificou movimentações consideradas suspeitas envolvendo cerca de R$ 970 milhões investidos pelo fundo previdenciário entre outubro de 2023 e julho de 2024.

Em fevereiro, o caso resultou na prisão do ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, durante ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal no Sul Fluminense. Agora, os investigadores apuram novas aplicações financeiras que teriam alcançado R$ 2,01 bilhões a partir de julho de 2024, elevando o volume total transferido ao Banco Master para aproximadamente R$ 3 bilhões.

O tema também repercute no campo político. Na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), parlamentares articulam a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os investimentos realizados pelo estado na instituição financeira. O pedido, apresentado pelo deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), já reúne as assinaturas necessárias, mas a comissão ainda não foi instalada.

Dados apresentados na Alerj apontam que o Rioprevidência aplicou quase R$ 1 bilhão diretamente no Banco Master, além de aproximadamente R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição. Segundo parlamentares, parte das operações ocorreu mesmo após alertas e restrições impostas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) também teria investido cerca de R$ 200 milhões no banco.

Com informações do G1