

Campos dos Goytacazes foi selecionada como sede da região Norte Fluminense para o Encontro de Formação Cultural, promovido pelo Ministério da Cultura (MinC). A iniciativa teve início nesta quinta-feira (21), no Palácio da Cultura, reunindo fazedores de cultura da região para abordar assuntos como políticas culturais, gestão e planejamento público.
A atividade é gratuita, oferece certificação do MinC e terá carga horária total de 22 horas, distribuídas em quatro módulos. O primeiro encontro foi presencial, e os demais ocorrerão em formato virtual, com o segundo já agendado para 27 de maio, das 19h30 às 21h30, enquanto as datas dos encontros seguintes serão combinadas com os participantes.


Os encontros reunem conselheiros de cultura, artistas, arte-educadores, produtores gestores públicos e outros agentes culturais, distribuídos por nove cidades, sendo elas Campos dos Goytacazes, São João da Barra, Quissamã, São Fidélis, Carapebus, Conceição de Macabu, São Francisco de Itabapoana e Cardoso Moreira.


Fabrício Simões, gerente do Sistema Municipal de Cultura, destaca que o projeto busca ensinar a parte administrativa da cultura. “Nem todo artista e também nem todo mundo que faz parte do governo entende como funciona a gestão cultural. Então, o que se faz aqui é uma gestão administrativa, porque vamos trabalhar com a cultura popular, que são várias ramificações diferenciadas. E, para quem só trabalha com administração, pode não compreender que uma cultura tão vasta e tem caráter de tal, cada planejamento tem a sua maneira certa de fazer”, explica.


O coordenador de articulação do Sistema Nacional de Cultura, Charles William Viana, ressalta a importância da união do poder público com a sociedade para o desenvolvimento da cultura. “Essa formação especificamente traz não só a construção histórica da cultura, da formação da cultura, para contextualizar em que momentos também estamos vivendo. A política pública não é feita pelo setor público, mas pela população. A cultura vem do povo, então estamos perto do povo enquanto Ministério da Cultura para que se possa fomentar essa ação cultural e que tanto poder público e sociedade possam sentar na mesa para dialogar sobre a construção de um plano nacional que seja eficaz nos territórios” diz.