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Secretaria de Meio Ambiente de SFI monitora foz do Rio Paraíba do Sul, em Gargaú

Redução da vazão do Paraíba, principalmente nos períodos de estiagem, tem intensificado o processo de assoreamento

Meio Ambiente
Por Redação
7 de fevereiro de 2026 - 11h07

Foz do Rio Paraíba do Sul, em Gargaú – Reprodução

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Francisco de Itabapoana acompanha de forma contínua a instabilidade observada na foz do Rio Paraíba do Sul, especialmente na região de Gargaú. Segundo a secretária Luciana Soffiati, o fenômeno não representa uma mudança definitiva da saída do rio, mas uma reconfiguração natural do sistema entre o curso fluvial e o ambiente costeiro. O assunto é tema na reportagem do J3News, “Mar avança e desloca foz do Paraíba do Sul” (leia aqui).

“Do ponto de vista técnico, não se trata de um deslocamento simples da foz, e sim de uma reorganização morfodinâmica típica de ambientes estuarinos, onde a posição do canal e a abertura da barra variam conforme o equilíbrio entre a força do rio e a ação do mar”, explica.

De acordo com a secretária, a redução da vazão do Paraíba do Sul, principalmente nos períodos de estiagem, tem intensificado o processo de assoreamento e dificultado a manutenção de uma saída estável para o oceano. “Com menos água, o rio perde capacidade de manter o canal aberto, enquanto ondas e correntes costeiras passam a atuar com mais força, favorecendo a formação e a migração de bancos de areia”, afirma.

Secretaria de Meio Ambiente de SFI, Luciana Soffiati (Divulgação)

Esse cenário, segundo Luciana Soffiati, ajuda a explicar a percepção de que o canal principal estaria favorecendo áreas mais ao norte. “Quando a vazão diminui, o rio tende a buscar trajetos de menor resistência, o que pode provocar redirecionamentos temporários do canal”, pontua.

A secretária destaca que o município realiza monitoramento técnico permanente da dinâmica costeira em Gargaú, com atenção especial à evolução dos bancos arenosos. “Essas feições são muito ativas e influenciam diretamente a abertura e o fechamento dos canais, a circulação costeira e a estabilidade da linha de costa”, ressalta.

Segundo ela, caso se mantenha o cenário de vazões baixas e maior irregularidade hidrológica, a tendência é de continuidade da instabilidade. “Por isso, a gestão ambiental precisa ser preventiva, baseada em acompanhamento sistemático, observações de campo e integração com dados hidrológicos e ambientais”, conclui.

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