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Lula passa por nova intervenção para evitar sangramento na cabeça

O presidente foi operado em São Paulo para drenagem de um hematoma na cabeça na terça-feira (10)

País
Por Redação
12 de dezembro de 2024 - 7h49
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante solenidade de entrega do PPA Participativo 2024-2027 Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa na manhã desta quinta-feira (12) por um procedimento médico para evitar um novo sangramento na cabeça. O procedimento teve início às 7h25, segundo a assessoria da Presidência da República. A expectativa dos médicos é que dure cerca de uma hora.

A técnica não é considerada uma cirurgia, é um “procedimento endovascular (embolização de artéria meníngea média)” e não vai influenciar na previsão de alta da UTI, que deve ser nesta quinta. A intervenção faz parte do protocolo pós-cirúrgico.

O petista, que tem 79 anos, fez uma cirurgia de emergência na madrugada de terça-feira (10) para drenar um hematoma na cabeça – ainda em decorrência da queda que sofreu no banheiro de casa em outubro.

O médico do presidente, Roberto Kalil, afirmou nesta quarta que o novo procedimento já estava sendo discutido pela equipe. Trata-se de uma intervenção considerada de baixo risco, relativamente simples, afirmou Kalil.

Já estava sendo discutido como complemento. Esse tipo de embolização é um tipo de cateterismo. Ele vai embolizar a artéria meníngea porque, quando você drena o hematoma, existe uma pequena possibilidade de, no futuro, as pequenas artérias da meninge ainda causarem um pequeno sangramento. Segundo o médico, “esse procedimento tem o objetivo de evitar um possível novo sangramento”.

“Embora a chance já fosse pequena, por conta da drenagem, a probabilidade de ocorrer um novo sangramento foi ainda mais reduzida com esse procedimento. A evolução favorável foi o que permitiu a realização desse procedimento, que, embora delicado, teve uma evolução muito boa, e o estado geral do presidente está ótimo”, destacou.

Queda no banheiro
Logo após a cirurgia, os médicos disseram que ele não ficará com nenhuma sequela e que as funções neurológicas dele estão preservadas.

De acordo com a equipe médica, a previsão é a de que o presidente retorne a Brasília no começo da próxima semana. Por ordem médica, Lula está proibido de receber visitas de trabalho no hospital até ficar completamente recuperado.

Fonte: G1