

Como transformar a preservação do patrimônio em oportunidade de desenvolvimento? Essa é uma das questões centrais da Jornada do Patrimônio Fluminense — Experiências, negócios, preservação e novas formas de ativar o patrimônio histórico —, que será realizada no dia 5 de novembro, na Associação Comercial e Industrial de Campos dos Goytacazes (ACIC). As inscrições estão abertas e podem ser feitas aqui.
A iniciativa pretende reunir profissionais do patrimônio, pesquisadores, representantes do poder público, agentes culturais e empreendedores para discutir caminhos que conciliem a conservação dos bens históricos e culturais com sua utilização, valorização e contribuição para a economia e a vida das comunidades.
Em Campos, onde o patrimônio se manifesta na arquitetura, nas igrejas, nas tradições, na paisagem e na memória da população, o debate ganha relevância diante dos desafios de conservação e da necessidade de encontrar alternativas para manter esses bens vivos. A restauração de um edifício, por exemplo, representa apenas uma etapa do processo: é preciso definir usos, garantir sua manutenção e criar condições para que o espaço volte a integrar a dinâmica da cidade.
A proposta da Jornada é ampliar essa perspectiva e mostrar que o patrimônio não se limita aos imóveis históricos. Saberes tradicionais, manifestações culturais, produtos ligados à identidade local e paisagens naturais também constituem riquezas que podem ser preservadas e valorizadas, com impactos na educação, na pesquisa, no turismo e na geração de trabalho e renda.
A programação abordará temas como financiamento da preservação, captação de recursos, modelos de gestão e sustentabilidade de projetos de restauração. Também serão discutidos o combate ao comércio ilegal de bens patrimoniais, a atuação dos órgãos de proteção e as iniciativas de recuperação do patrimônio em Campos.
Outro eixo do encontro será a valorização das referências culturais e dos saberes tradicionais. Experiências relacionadas à farinha de São Francisco, à cultura popular de Quissamã e ao chuvisco, doce tradicional de Campos, demonstrarão como práticas transmitidas entre gerações podem contribuir para preservar identidades e criar novas possibilidades de valorização cultural e turística.
A Jornada também apresentará iniciativas de outras cidades fluminenses, com experiências de Paraty, Maricá, Rio de Janeiro, Miguel Pereira e Engenheiro Paulo de Frontin. Os debates incluirão ainda o patrimônio ambiental e as possibilidades de reconhecimento, proteção e valorização das paisagens naturais.
A troca entre essas experiências busca identificar caminhos que possam inspirar soluções para diferentes realidades municipais, sem desconsiderar as particularidades históricas, culturais, econômicas e sociais de cada território.
As inscrições são gratuitas e já estão abertas. Acesse em: .