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Outubro Rosa: “Círculo de Cuidado e Saúde” do OncoBeda destaca prevenção ao câncer de mama

Encontro com pacientes oncológicos e profissionais de saúde contou com relatos de superação e cultura

Saúde da Mulher
Por Ocinei Trindade
15 de outubro de 2026 - 12h22

Equipe Multidiscplinar e pacientes do OncoBeda (Fotos; Ocinei Trindade)

Pacientes oncológicos e profissionais da equipe multidisciplinar do OncoBeda – Centro Integrado de Oncologia, em Campos dos Goytacazes, participaram, na quarta-feira (14), do “Círculo de Cuidado e Saúde”, evento realizado dentro da programação do Outubro Rosa. A iniciativa destacou a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, além de promover acolhimento, autoestima e qualidade de vida por meio da dança e da literatura.

O encontro contou com orientações de profissionais de diferentes áreas, incluindo oncologia, mastologia, fisioterapia, nutrição, psicologia e enfermagem. A programação também teve a participação da bailarina Juliana Queiroga e da escritora Sara Rifer, que compartilharam experiências e reflexões sobre recomeços, superação e esperança.

Diretor do Grupo IMNE e OncoBeda, Dr. Diogo Neves

O oncologista e diretor do OncoBeda e do Grupo IMNE, Dr. Diogo Neves, ressaltou o compromisso da instituição com os pacientes, especialmente durante a campanha. “O câncer de mama pode ser detectado precocemente. A realização dos exames recomendados é fundamental para melhorar o prognóstico e salvar vidas”, afirma.

Dra. Laura Ferzeli

A médica mastologista Laura Ferzeli reforçou que a informação e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir as mortes provocadas pela doença. “O câncer de mama afeta não apenas a mulher diagnosticada, mas também seus familiares. É importante o apoio da família, da fé, da espiritualidade e do trabalho conjunto entre os profissionais de saúde durante o tratamento. Os relatos de mulheres que enfrentaram a doença também servem de incentivo a quem está passando pela mesma experiência”, diz.

Enfermeira Virgínia Corrêa

A enfermeira e coordenadora do OncoBeda, Virgínia Corrêa, explicou que o trabalho de conscientização não deve ficar restrito ao mês de outubro. “A instituição procura estimular hábitos saudáveis e manter uma relação próxima com os pacientes ao longo do ano. Destacamos a inclusão da cultura na programação pelo segundo ano consecutivo. Depois da música, presente na edição anterior, o encontro deste ano valorizou a dança e a literatura como formas de proporcionar leveza e acolhimento”, disse.

Equipe multidisciplinar

Encontro no OncoBeda

A fisioterapeuta Agnes Araújo chamou a atenção para a importância da atividade física e do acompanhamento fisioterapêutico desde o diagnóstico. “A manutenção da massa muscular e da mobilidade pode contribuir para que o paciente atravesse o tratamento em melhores condições. O trabalho também envolve orientações para que as pacientes permaneçam ativas, respeitando suas necessidades e limitações”, recomenda.

A nutricionista Ana Carolina Chatel destacou o papel da alimentação equilibrada na rotina dos pacientes oncológicos. “O acompanhamento nutricional ajuda a melhorar as condições metabólicas, preservar a massa muscular e lidar com os efeitos do tratamento. Defendo a integração entre nutrição, atividade física e acompanhamento de outros profissionais”.

Enfermeira Marcela Cherene

A enfermeira esteta Marcela Cherene apresentou uma proposta de cuidados com a pele, com foco na hidratação e no uso de produtos suaves. “Tratamentos como quimioterapia e radioterapia podem provocar ressecamento da pele e exigem atenção específica. Busco incentivar o autocuidado e a autoestima durante o enfrentamento da doença”, comenta.

Dança, fotografia e literatura

Um dos momentos marcantes da programação foi a apresentação da bailarina Juliana Queiroga, ex-paciente oncológica. “Eurecebi alta neste ano, após seis anos de tratamento, cinco cirurgias, radioterapia e quimioterapia. Retomei a dança com o apoio de minha professora, depois de ter deixado o balé na infância e na adolescência. Retornar aos palcos representa um recomeço e uma demonstração de que é possível seguir em frente após uma experiência difícil”, conta.

Bailarina Juliana Queiroga é ex-paciente oncológica

A fotógrafa Chris Montezano ressaltou o significado pessoal de participar do encontro, por ter casos de câncer na família. “Fotografar as pacientes é uma forma de registrar uma etapa importante de suas vidas, com a expectativa de que as imagens se transformem em lembranças de força, superação e vitória”, revela.

A escritora Sara Rifer também compartilhou sua relação com a literatura e relatou como a escrita a ajudou durante um período de depressão. Ela destacou o poder dos livros e das palavras para mobilizar sentimentos, fortalecer a vontade de viver e ajudar na busca por novos sentidos. Ao mencionar a poeta Cora Coralina, ressaltou sua trajetória como exemplo de esperança, coragem e persistência.

Psicóloga Fernanda Barros

A psicóloga Fernanda Barros abordou a importância de encontrar novas possibilidades de vida após um diagnóstico oncológico. Atividades terapêuticas, como dança, esportes, trabalhos artesanais e outras experiências prazerosas, podem contribuir para a recuperação do sentido da vida e para o enfrentamento da doença”, conclui.