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Firjan destaca avanço do Rio de Janeiro no leilão de partilha da ANP

Seis das sete áreas arrematadas no certame estão localizadas integral ou parcialmente em águas fluminenses

Economia
Por Redação
8 de outubro de 2026 - 10h30

Plataforma de petróleo na Baía de Guanabara (Arquivo/Ilustração)

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) avaliou positivamente o resultado do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na quarta-feira (7). Das 13 áreas colocadas em disputa, sete foram arrematadas, sendo seis localizadas integral ou parcialmente em águas do Rio de Janeiro.

O leilão garantiu R$ 530 milhões em bônus de assinatura e estabeleceu investimentos mínimos de R$ 778 milhões durante a fase exploratória. Para a Firjan, o resultado reforça a competitividade do pré-sal brasileiro e demonstra que a atividade de exploração e produção de petróleo e gás ainda tem potencial para contribuir por décadas com a produção nacional.

Os números também superaram os resultados do 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, realizado no ano passado. Em uma das áreas, o ágio sobre o excedente em óleo destinado à União chegou a 45 vezes o valor mínimo estabelecido.

Outro destaque foi a diversificação das empresas participantes. A Prio passou a atuar em duas áreas, enquanto a Petrobras conquistou outras duas. Também foram vencedores a Equinor, o consórcio formado por CNOOC e Sinopec e a parceria entre Equinor e Galp.

Segundo a Firjan, o Rio de Janeiro mantém a liderança nacional na produção e nas reservas de petróleo e gás. A incorporação de novas áreas deverá ampliar as atividades offshore e onshore e gerar demanda para diferentes segmentos da cadeia de fornecedores, incluindo aquisição e processamento de dados sísmicos, afretamento de embarcações, fornecimento de fluidos de perfuração e brocas e construção de poços.

Para a gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso, a continuidade das atividades exploratórias é importante tanto para a indústria quanto para a reposição das reservas e a segurança energética do país.

“A indústria precisa de previsibilidade para planejar suas atividades e estar inserida nas oportunidades de compra das operadoras das áreas de exploração e produção de petróleo e gás. A manutenção das atividades exploratórias é também fundamental para a reposição de reservas do país, a segurança energética nacional e o crescimento da economia, com impactos em toda a sociedade”, afirmou.

Expectativa para novas fronteiras

A Firjan também acompanha o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, realizado nesta quarta-feira, com expectativa de resultados positivos para novas fronteiras exploratórias, entre elas a Margem Equatorial, com oportunidades na Bacia do Ceará.

A entidade avalia que a indústria fluminense tem condições de participar do desenvolvimento do mercado de petróleo e gás nas regiões Norte e Nordeste. Ao mesmo tempo, considera possível a instalação no Rio de empresas de outros países interessadas em atuar mais próximas das áreas produtoras.

Gerente Karine Cardoso (Divulgação)

No leilão de concessão, o estado do Rio ainda possui 19 blocos confrontantes, total ou parcialmente, que poderão ser arrematados pelas empresas.

Karine Fragoso também destacou iniciativas da Firjan voltadas à qualificação de fornecedores em novas regiões produtoras. Em 2026, a Firjan SENAI realizou uma ação no Amapá com mapeamento e capacitação de empresas locais, além de promover uma edição do programa Rede de Oportunidades para Fornecedores, voltada à Margem Equatorial Amapaense.

Para 2027, a federação pretende ampliar a parceria com outras entidades da indústria e contribuir com a Fiepa e a Fiema, considerando também as vocações econômicas de cada região.

Com informações da Ascom