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Craques do Passado: Branco pelo mundo do futebol

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Esporte
Por Redação
4 de outubro de 2026 - 0h06

Por Leonardo Barros

Do Jardim Carioca, em Guarus, para uma verdadeira volta ao mundo do futebol. Cria do Americano, Branco acumulou passagens por clubes do exterior, como jogador e treinador. O passaporte foi carimbado em diversos países, entre eles Portugal, Arábia Saudita, Vietnã e África do Sul. Atualmente, é da comissão técnica do Al Yarmouk, do Kuwait, clube que também defendeu na época de atleta entre o final dos anos 1990 e início de 2000.

“São experiências maravilhosas. Deus foi muito generoso comigo nas oportunidades. Saudade de casa era demais, falta de família, amigos, por muitas vezes as coisas não saíam bem e não tinha aquele ombro amigo. Na época de jogador, uma das maiores dificuldades era a comunicação e contato com a família, pois o minuto de uma ligação era caríssimo. Hoje está tudo muito mais fácil. Sentiu saudades, pode fazer chamada de vídeo, de graça”, conta Branco.

A ligação de telefone fixo evoluiu para o smartphone e whatsapp. A tecnologia só não substitui outras barreiras, como idioma e fuso horário. Mas, nada que atrapalhe a linguagem do futebol. Com a experiência dentro de campo, Branco virou treinador. Mais uma longa lista de clubes, no Brasil e no mundo: Platinum Stars (África do Sul), Textáfrica (Moçambique), Eleven Men (Suazilândia), Desportivo da Lunda Sul (Angola), além de Quissamã, Atlético de Itapemirim, Bahia de Feira de Santana, além de Goytacaz e Americano.

Origem no futebol campista
O início da carreira foi no Estádio Godofredo Cruz. Chegou à base do Americano aos 13 anos, se tornando profissional antes dos 20. “Comecei como ponta pela direita, mas por ter uma boa estatura, o saudoso treinador Amadeu Crespo logo percebeu e me fez virar um centroavante, pois tinha facilidade em fazer gols”.

A rivalidade dos clubes de Campos foi vivida desde os primeiros anos no futebol. Como mesmo diz: “Sou eternamente grato ao Americano pela carreira como treinador, olha que eu era torcedor do Goytacaz fervoroso”. Branco driblou essa situação e conquistou o respeito das torcidas. Como treinador, passou por Americano e Goytacaz. Na Rua do Gás, ainda levantou a taça de campeão da Série C do Carioca em 2011. Ainda como jogador, ainda defendeu o Rio Branco.

“O Americano também foi o primeiro clube a abrir as portas como treinador, através do então vice-presidente da época Luciano Viana, um amigo que tive a honra de jogar ao lado e depois trabalharmos juntos em outras funções. Fui para à África e, quando retornei, aceitei um pedido do amigo Marcinho Pudim, que estava junto com seu irmão Geraldo Pudim, tentando levar o Goytacaz à 2° divisão. Fomos campeões e conquistamos o acesso”.

A força do futebol na família
O nome de batismo Luiz Carlos foi pouco usado no futebol. O apelido Branco foi dado por uma vizinha chamada Doralice ainda na infância. “Segundo meus pais, todos os dias ela me visitava e sempre brincava me chamando de Branco da vovó Doralice. Fui crescendo e as pessoas foram entrando nessa onda também e o apelido pegou. Carrego comigo até hoje, tanto na vida profissional como pessoal. Quando me chamam pelo nome de Luiz Carlos por vezes custo a perceber que é comigo (risos)”.

A carreira no futebol, sonhada na infância e concretizada no futebol, passou de pai para filho. Os dois filhos de Branco seguiram a mesma profissão. João Victor, conhecido como Tavares, é atacante e passou por Internacional, Vasco, Estoril (Portugal), Radomiak (Polônia) e joga atualmente no Oliveirense (Portugal). O mais novo, Pietro Tavares, defende a base do Cruzeiro, sendo campeão da Copinha de 2026, além de disputar a Copa do Mundo sub-17 pela Seleção Brasileiro.

“Procuro sempre que posso assistir aos jogos deles e sempre tento analisar na área técnica e tentar ajudá-los com dicas que foram importantes na minha carreira, e que já vivenciei em outras oportunidades. O conselho básico é sempre a humildade, mantendo pés no chão ,e que só com muito trabalho e dedicação podem alcançar os objetivos. Como eles mesmos dizem: não é fácil ser filho de ex atleta e treinador, pois tem muita cobrança (risos)”.