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Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo

Decisão do Ministério da Justiça foi publicada no Diário Oficial após processo disciplinar apontar mais de 30 dias de faltas injustificadas

Política
Por Redação
21 de setembro de 2026 - 12h27

Ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de cargo. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União, com base em processo administrativo disciplinar que apontou faltas injustificadas por mais de 30 dias consecutivos.

Eduardo integrava o quadro da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato na Câmara dos Deputados. Ele deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos e teve o mandato cassado em dezembro do mesmo ano por ausência em sessões deliberativas. Após a cassação, a PF determinou seu retorno às atividades como escrivão.

A demissão também ocorre após decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em setembro, condenou Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. No dia 18, os ministros rejeitaram por unanimidade recurso apresentado pela defesa.

Na mesma decisão, o STF determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal. Segundo o entendimento da maioria da Primeira Turma, o ex-deputado atuou para estimular medidas dos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com informações da Agência Brasil