×
Copyright 2024 - Desenvolvido por Hesea Tecnologia e Sistemas

Calendário eleitoral ganha destaque a partir de julho

De 20 de julho a 5 de agosto, partidos vão referendar seus candidatos. Já a propaganda eleitoral começa no dia 16 de agosto

Campos
Por Ocinei Trindade
5 de julho de 2026 - 0h04
Foto: Agência Brasil

Faltando pouco mais de 90 dias para o primeiro turno das eleições de 2026, partidos políticos, pré-candidatos e eleitores entram na reta decisiva de preparação para o pleito que escolherá presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já definiu o calendário eleitoral e reforça orientações sobre prazos, regras de campanha, convenções partidárias, propaganda e condutas permitidas ou proibidas.

Em Campos dos Goytacazes, um dos maiores colégios eleitorais do interior do Estado do Rio de Janeiro, 373.583 eleitores estão cadastrados e poderão participar das eleições deste ano. Os números consolidados pelo TSE servirão como referência para a organização logística das eleições, incluindo a distribuição de urnas eletrônicas, a definição das seções eleitorais e o planejamento das ações da Justiça Eleitoral em todo o país.

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro e, onde houver necessidade, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. Até lá, uma série de etapas deve ser cumprida por partidos e candidatos para garantir a participação na disputa dentro das normas da Justiça Eleitoral.

Um dos momentos mais importantes do calendário ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto, período destinado às convenções partidárias. É nessa fase que as legendas definem oficialmente seus candidatos e coligações ou federações partidárias para a disputa dos cargos em outubro. Após a escolha interna, os partidos precisam encaminhar os pedidos de registro das candidaturas à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

A partir de 16 de agosto começa oficialmente a propaganda eleitoral. Somente depois dessa data candidatos poderão realizar atos públicos de campanha, como comícios, caminhadas, carreatas, distribuição de material de divulgação e ações de campanha na internet, sempre seguindo as regras estabelecidas pelo TSE.

O calendário também estabelece restrições importantes para agentes públicos. Desde o início do ano eleitoral, algumas condutas passam a ser observadas com maior rigor para evitar o uso da máquina pública em benefício de candidaturas. A partir de 4 de julho, por exemplo, governos e órgãos públicos ficam impedidos de realizar publicidade institucional que possa favorecer candidatos, além de sofrerem limitações na divulgação de obras, programas e serviços.

Pesquisas, internet e fake news

O Tribunal Superior Eleitoral consolidou os dados que servirão de base para a realização do pleito, confirmando um eleitorado superior a 158 milhões de brasileiras e brasileiros aptos a votar em todo o país. O balanço também mostra o avanço do cadastramento biométrico. De acordo com o TSE, 88,78% do público-alvo, já tiveram a identificação biométrica coletada.

No ambiente digital, o TSE mantém atenção especial sobre o uso da internet, redes sociais e novas tecnologias. A Justiça Eleitoral reforça que candidatos e partidos devem respeitar normas de transparência, combate à desinformação e uso responsável de ferramentas digitais. Conteúdos falsos, manipulações e estratégias que possam enganar eleitores estão entre os principais desafios do processo eleitoral.

Pesquisas eleitorais seguem regras específicas. Antes de serem divulgadas publicamente, precisam estar registradas junto à Justiça Eleitoral. Durante a campanha, candidatos podem divulgar propostas, realizar eventos públicos, utilizar redes sociais e apresentar suas ideias ao eleitorado. No entanto, a legislação proíbe propaganda antecipada, abuso do poder econômico ou político, utilização de recursos públicos para promoção pessoal e práticas que comprometam a igualdade entre os concorrentes.

A Justiça Eleitoral recomenda que os cidadãos acompanhem dados oficiais sobre candidatos, propostas e histórico dos concorrentes, além de redobrar os cuidados com mensagens compartilhadas em redes sociais, principalmente conteúdos que possam conter informações falsas ou manipuladas.