×
Copyright 2024 - Desenvolvido por Hesea Tecnologia e Sistemas

Deputado estadual Val Ceasa é alvo de operação por suposta ligação com facção criminosa no Rio

O ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses Marins e um ex-assessor parlamentar também são investigados

Estado do RJ
Por Redação
18 de junho de 2026 - 8h39

Deputado estadual Val Ceasa (Reprodução)

A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) realizaram, nesta quinta-feira (18), uma operação para apurar a possível ligação de agentes públicos com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Entre os alvos estão o deputado estadual Val Ceasa (PRD), o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses Marins e um ex-assessor parlamentar.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. As diligências ocorreram na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa e em outros endereços na capital fluminense e no Espírito Santo.

Segundo as investigações, os agentes públicos teriam atuado para tentar impedir a demolição de imóveis atribuídos à facção criminosa, entre eles um complexo conhecido como “Resort Green”, apontado pelas autoridades como pertencente ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, apontado como líder do TCP.

De acordo com o Ministério Público, os investigados teriam utilizado a influência dos cargos para alegar que os imóveis seriam destinados à realização de projetos sociais. As apurações, no entanto, indicam que a justificativa não correspondia à finalidade real das construções.

Durante o cumprimento dos mandados, agentes apreenderam cerca de R$ 166 mil em espécie na residência do deputado Val Ceasa.

A investigação teve início na Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil e posteriormente foi encaminhada ao Ministério Público, que solicitou as medidas cautelares à Justiça.

Os envolvidos são investigados, e até o momento não houve divulgação de denúncias formais ou condenações relacionadas ao caso. As defesas dos citados foram procuradas pela imprensa e seus posicionamentos ainda não haviam sido divulgados.

Em nota, a Prefeitura do Rio informou que Ulisses Marins não integra o quadro de servidores municipais e que uma nomeação publicada em novembro de 2025 foi posteriormente anulada após análise da área de integridade do município.

Fonte G1