

“Eu espero sair daqui com paz, que é algo que não tenho desde o dia 17 de novembro. Minha prima ainda nem foi sepultada”, disse Larissa Costa, em entrevista exclusiva ao J3News, no Fórum Maria Tereza Gusmão, em Campos. Larissa é prima de Greicy Kelly Gomes do Nascimento, que foi estrangulada e teve o corpo incendiado em um terreno baldio, em novembro do ano passado, no Parque Califórnia.
O júri do caso começou nesta tarde. Serão ouvidas 12 testemunhas, além do réu, nesta fase de audiência de instrução e julgamento. Em março, um casal foi preso suspeito da autoria do crime. O homem confessou. A mulher, deixou de ser acusada e virou testemunha.


“São muitas lacunas que ainda não foram preenchidas, muitas respostas que ainda não temos. Como, por exemplo, a mulher que foi presa em março e teve a prisão revogada. Espero que hoje, seja tudo esclarecido e tenhamos justiça”, comentou Larissa Costa.
Greicy Kelly estava grávida de cinco meses e deixou cinco filhos. A prima da vítima também falou sobre o impacto que a morte causou na família.
“Sentimento que não tem como traduzir em palavras. Foi uma morte brutal. Uma família destrupida. Cinco filhas sem a base, que é a mãe. Crianças com traumas, problemas psiquiátricos, sem assistência nenhuma. A gente precisa de leis que possam amparar crianças que tenham as mães mortas como a minha prima foi. E isso tem que acabar”, enfatizou.
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