

O J3 aborda o que se tornou um dos problemas mais graves do trânsito de Campos, e que resulta em um número expressivo de vítimas: o uso em massa de bicicletas convencionais e elétricas que cresceu de forma assustadora, como consequência de um transporte público inexistente, que força o coletivo a se individualizar.
O problema foi recentemente objeto de uma audiência pública na Câmara de Vereadores. Essa audiência, com tema específico, mostra a gravidade de um dilema até então tão silencioso quanto as bicicletas movidas a eletricidade.
Existe um emaranhado de situação, como a interdição da Ponte Barcelos Martins, falta de educação no trânsito, ciclofaixas equivocadas, que estabelecem não a tempestade perfeita, mas sim o caos.
O número de bicicletas elétricas compradas em Campos é alto, conforme atesta empresário do ramo entrevistado pela reportagem. Isso somado às bicicletas convencionais e aos motociclistas dá a dimensão do problema do trânsito de Campos.
Em todas as cidades, bicicletas sempre foram a solução para problema de trânsito, pelo fato de se tratarem de um veículo que não emite gases e principalmente por ser um exercício físico recomendado a todos.
Em uma cidade de relevo favorável ao uso da bicicleta, esse modal deveria representar parte da solução para a mobilidade urbana. Para isso, é necessário repensar a infraestrutura, a sinalização e a convivência entre os diferentes meios de transporte. Só assim será possível reduzir acidentes e tornar o trânsito mais seguro para todos.