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Marcelo Freixo apresenta autobiografia em Campos

Obra revela os bastidores da sua luta contra o crime organizado no Rio de Janeiro

Geral
Por Yan Tavares
13 de maio de 2026 - 18h32
Foto: Divulgação

O pré-candidato a deputado federal, Marcelo Freixo, estará em Campos nos dias 26 e 27 de maio, apresentando a sua autobiografia “Viver é Perigoso – Minha Travessia no Rio”, que revela os bastidores da sua luta contra o crime organizado no Rio de Janeiro. O ex-presidente da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) visita a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) a Universidade Federal Fluminense (UFF) no dia 26 e o Instituto Federal Fluminense (IFF) no dia 27.

No dia 26, Freixo lança leva o lançamento do livro à Semana Científica da UENF, às 15h. Na mesma data, Lana o livro na UFF, às 18h30. Mais tarde, às 20h30, participa de uma roda de conversa com empresários locais. Já no dia 27, vai ao IFF Campos, às 10h.

Escrita em colaboração com o jornalista Bruno Paes Manso e publicada pela Editora Planeta, a obra de 272 páginas faz um mergulho profundo nas últimas duas décadas da história do Rio de Janeiro, expondo as raízes e a expansão do crime organizado nas estruturas de poder do Estado. O ator Wagner Moura assina o prefácio. A narrativa propõe uma reflexão sobre o futuro do Rio de Janeiro e do Brasil.

Na autobiografia, Freixo revisita sua origem na periferia de Niterói, sua atuação como professor e ativista de direitos humanos e sua trajetória parlamentar marcada pelo enfrentamento a estruturas criminosas que operam na política e na economia do estado. O livro expõe os bastidores das investigações que confrontaram autoridades e grupos paramilitares, demonstrando como a luta pela democracia e pela segurança pública no Estado exige embates e riscos extremos de seus protagonistas.

O grande destaque da obra recai sobre a sua atuação investigativa no parlamento, período em que liderou frentes decisivas contra as máfias que dominam territórios. O autor relembra a tensão de ter presidido a histórica CPI das Milícias, cujos desdobramentos marcariam para sempre a sua carreira política e a sua própria vida. O livro relata como se estruturam os grupos criminosos, que visavam lucros milionários por meio de loteamentos ilegais e monopólio de serviços básicos, operando com a conivência de agentes que deveriam combatê-los.

A memória de Marielle Franco e os riscos da vida pública
Em passagens contundentes, Freixo resgata a memória de Marielle Franco, vereadora e ex-assessora de seu gabinete assassinada em março de 2018. Ao descrever a sensação de acompanhar o julgamento dos assassinos de Marielle , o autor expõe o choque de ouvir, perante o tribunal, que a sua própria execução havia sido a primeira encomenda feita pelos mandantes do crime aos pistoleiros.

Apoiando-se na célebre reflexão de João Guimarães Rosa de que “viver é muito perigoso”, a autobiografia constrói uma narrativa de resiliência. “O perigo pode dar sentido à vida, não necessariamente ligada ao medo”, escreve Freixo. Ele conclui que “o medo nos humaniza, mas não deve nos paralisar. Precisamos estar dispostos a escolher riscos para a vida ganhar
direção”.

O lançamento de “Viver é Perigoso” apresenta-se como um documento indispensável para quem deseja compreender a engrenagem política e criminal do Rio de Janeiro. A obra convida o público a conhecer as pressões e as estratégias de sobrevivência de um homem que transformou o próprio medo em combustível para lutar por justiça.

Com informações da Assessoria