

Campos dos Goytacazes recebe no próximo dia 25 de março a estreia do documentário “Sobre a Vivência”, dirigido por Pedro Nicholas Paes. O lançamento do média-metragem será realizado às 18h, no auditório Miguel Ramalho, do Instituto Federal Fluminense. Aos 26 anos, ele assina seu primeiro trabalho como diretor e roteirista em um projeto audiovisual mais elaborado. O jovem já atua há alguns anos na edição de vídeos para programas de televisão e, agora, apresenta um filme que mergulha no processo criativo de dez artistas da cidade do Norte Fluminense.
O documentário de Pedro Paes propõe um desafio comum aos participantes: reinterpretar um mesmo personagem a partir de suas próprias vivências, estilos e trajetórias. Ao longo do filme, o público acompanha não apenas o resultado final das obras, mas também os bastidores da criação artística, incluindo referências, bloqueios criativos, impasses e momentos de descoberta que fazem parte desse processo. No centro da narrativa está o mascote do projeto, personagem-base concebido pela produção e ilustrado pelo artista Dhawy Taylor. Ele funciona como fio condutor do documentário e inspira as diferentes interpretações apresentadas pelos artistas.


“O personagem reúne elementos simbólicos ligados à proposta da obra. Espirais representam a mistura de estilos e habilidades; um capuz, que faz parte do próprio corpo do personagem, muda de acordo com suas emoções; e um colar absorve os chamados “artélitos”, fragmentos de criação espalhados pelo mundo. Mesmo sem falar, o mascote se comunica de forma expressiva e conduz a jornada artística apresentada no filme”, explica o diretor.
Mais do que um exercício criativo, “Sobre a Vivência” aborda temas como identidade, cultura pop e transformação coletiva por meio da arte. Os artistas retratados são de diferentes áreas, como ilustração, quadrinhos, graffiti urbano, tatuagem, escultura, música, animação, cenografia e efeitos visuais. “Eles mostram como um mesmo ponto de partida pode gerar interpretações completamente distintas”, cita Pedro.
Artistas talentosos
Entre os participantes do documentário estão o ilustrador Rodrigo Tannus, conhecido por pôsteres de filmes e projetos internacionais; o grafiteiro Kane KS; e o animador Diego Ventapane, especialista em stop motion. Também integram o projeto a artista de cenários Barbara Knupp (MajorKup), a escultora Ruth Flores e o músico e produtor Estevão Ramos.
Completam o grupo o próprio Dhawy Taylor, o quadrinista e arquiteto Rapha Pinheiro, o designer de efeitos visuais Felicio Porto e o tatuador Hugo Ramos. Juntos, eles representam diferentes linguagens da produção artística contemporânea, conectando arte, tecnologia e cultura pop.


O projeto foi viabilizado por meio da Lei Paulo Gustavo, com recursos do Ministério da Cultura, através de edital lançado pela Prefeitura de Campos dos Goytacazes e executado pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima. A direção de Pedro Paes reúne uma equipe formada por profissionais de diferentes áreas da produção audiovisual. Participam do projeto Eduardo Hypólito, Giulia Who, Carolina Cidade, Ariel Morelo e Mina Simone, que colaboram na construção estética e narrativa do média-metragem.
Com mais de 70 trabalhos realizados no audiovisual, como diretor de curtas-metragens e videoclipes musicais, O filmmaker e artista visual Eduardo Hipólito assumiu a função de diretor de fotografia no projeto do documentário. “Eu dialoguei bastante com o Pedro que concebeu o filme. Pude traduzir em imagens, luz e enquadramentos o que ele quis demonstrar por meio dos artistas retratados. Foi uma grande satisfação poder contribuir”, conta.


A apresentadora do Voz Pop Cast, Giulia Who, também atuou como assistente de direção em “Sobre a Vivência”. Para ela, foi gratificante ajudar a revelar tantos artistas. “Campos têm muitas pessoas talentosas produzindo arte de alto nível. É muito emocionante poder contar um pouco dessas histórias”, revela.
Para o diretor Pedro Paes, apresentar seu primeiro filme é um convite para reflexões. “É uma forma de expressar arte e valorizar pessoas tão relevantes na cultura pop, além de trazer ao público beleza e inspiração”, conclui.