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Bacellar rebate Wladimir e diz que não vai ceder a pressão para aprovar LOA

Ao suspender, por falta de luz, sessão da Câmara que discutiria Lei Orçamentária, presidente da Casa diz que foi chamado de assassino

Política
Por Leonardo Maia
10 de janeiro de 2024 - 12h26
O presidente da Câmara de Campos, Marquinho Bacellar, rebate acusações do prefeito Wladimir. Foto: Josh

Um dia depois de o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, dizer que a cidade vai entrar em colapso e que “vai morrer gente” caso a Câmara não aprove a Lei Orçamentária Anual (LOA), o presidente da Casa, Marquinho Bacellar (SD) contra-atacou na manhã desta quarta.

“Quando o prefeito me ataca, me chama de assassino, não tenho como manter o equilíbrio”, disse Bacellar. “Ele se comporta como o pai dele, chefe de quadrilha comprovado”, disparou.

O presidente da Câmara falava logo depois de suspender uma audiência pública para debater a LOA, motivo da discórdia entre Executivo e Legislativo, por falta de luz.

Desde a virada do ano, Wladimir e Bacellar trocam acusações acerca do tema. A Prefeitura diz que todos os prazos para discussão da LOA, com propostas de emenda, se esgotaram, e que se o texto não for aprovado até a semana que vem, servidores, fornecedores e organizações sociais que recebem verba do município ficarão sem o recurso. A Câmara alega que a administração Wladimir não se mostrou disposta a discutir alterações apresentadas pelos vereadores de oposição.

“A LOA nos chegou cheio de incorreções, irregularidades, ilegalidades. Fizemos alterações e enviamos à prefeitura, que nos devolveu da mesma forma, sem nenhuma correção”, argumentou Bacellar.

Segundo o presidente da Câmara, há outros pontos que impedem a aprovação da lei orçamentária sem uma maior discussão, como a não previsão de reajuste para os servidores, e o baixo investimento previsto em áreas como a do transporte coletivo.

“Não vamos ceder à pressão do prefeito para aprovar a LOA de qualquer jeito”, garantiu Bacellar.