

Além das seis prisões efetuadas na manhã desta quarta-feira (15), a Polícia Federal (PF) cumpriu 16 mandados de busca e apreensão durante a 8ª fase da Operação Carne e Unha. Nela, foi preso como articulador político de uma organização criminosa armada o deputado estadual Márcio Canella. Ele foi reeleito como segundo mais votado pelo Rio de Janeiro, com mais de 197 mil votos.
As ações da PF tiveram mansões de luxo entre os alvos de busca. Uma das residências é uma cobertura situada em Camboinhas, bairro de Niterói, avaliada em R$ 22 milhões. No local, foram encontrado R$ 40 mil em espécie, em meio a uma adega de vinhos. Também chamaram atenção nas imagens da operação as estruturas luxuosas de uma casa em Angra dos Reis e outra em Petrópolis.




As três mansões tem um ponto em comum. Elas tem como donos dois policiais civis do Estado do Rio. Com salário de R$ 9 mil, José Carlos Alves de Souza Júnior aparece como proprietário da cobertura milionária em Camboinhas, além de outro imóvel no mesmo bairro, da mansão em Petrópolis e uma residência em Búzios.
Também servidor da Polícia Civil do RJ, com salário de R$ 10 mil, Marcelo Jukiá Felix Ferreira, tem em seu nome uma mansão em Angra dos Reis e outro imóvel em Piratininga, Niterói. Os dois policiais foram presos. Na casa de Márcio Canella, em um condomínio na Barra da Tijuca, foram apreendidos joias e relógios de luxo.




Organização criminosa
A organização criminosa que tem Márcio Canella apontado como principal articulador político é investigada pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção, cartel no setor de combustíveis (96 postos envolvidos) e infiltração em órgãos públicos. O ex-secretário de Polícia Civil e ex-presidente do Detran, Marcus Amin, também está entre os presos.
Segundo a PF, a organização criminosa armada é suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro, contando com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional.