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Jefferson Manhães fala sobre pré-candidatura a prefeito em 2024

O nome do reitor do Instituto Federal Fluminense é mencionado em pesquisas de intenções de votos; há 30 anos ele é filiado ao PT

Política
Por Ocinei Trindade
17 de outubro de 2023 - 12h03
Jefferson Manhães é reitor do IFF atualmente e pré-dandidato a prefeito pelo PT

O reitor do Instituto Federal Fluminense, Jefferson Manhães de Azevedo, tem sido cotado para uma suposta pré-candidatura à Prefeitura de Campos dos Goytacazes, nas eleições municipais do ano que vem. Ele é filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1993. Lideranças do PT consideram a possibilidade de uma candidatura apoiada por outros partidos em 2024, e seu nome aparece com destaque, além do da deputada estadual e ex-prefeita de São João da Barra, Carla Machado, como possíveis representantes petistas no pleito municipal. Para Jefferson Manhães e o PT, Campos será uma cidade estratégica nas eleições de 2024. Durante esta semana, o J3News destaca entrevistas para a reportagem especial “O tabuleiro político para Prefeitura de Campos a um ano da eleição” (clique aqui).

Como o senhor e o seu partido estão se articulando para as eleições 2024?

Após minha formação em Engenharia de Sistemas e Computação, fui para o seminário católico salesiano. Em 1993, retornei a Campos e me filiei ao Partido dos Trabalhadores. No mesmo ano fiz o Concurso para o Instituto Federal Fluminense. Portanto, tenho uma história de 30 anos no Partido e completo, em novembro próximo, 30 anos como servidor público federal da educação. Com certeza, nossa Federação partidária terá uma candidatura em 2024. Pude ouvir, com muita alegria, da presidente nacional do nosso partido, Gleisi Hoffmann, bem como do nosso presidente estadual, João Maurício, que pela sua importância no interior do estado do Rio de Janeiro, Campos será uma cidade estratégica nas eleições de 2024.

O senhor planeja ser candidato a prefeito em 2024?

Posso afirmar que estou diretamente empenhado nessa construção do Partido dos Trabalhadores de um programa democrático e popular para a nossa cidade, assim como com os demais partidos da nossa Federação partidária, dialogando com outras federações e partidos progressistas, com movimentos, organizações e lideranças sociais e comunitárias. Teremos um programa de governo consistente para a disputa eleitoral do próximo ano, trazendo para o centro do debate questões que há muito tempo afligem o povo campista.

Como o seu histórico pode ajudar numa possível candidatura em 2024?

Nos meus 30 anos como servidor público federal da educação, atuo em cargos de gestão pública há pelo menos 24 anos no Instituto Federal Fluminense. Ao longo desse período, exerci cargos de coordenação, direção, pró-reitoria e fui eleito e reeleito Diretor Geral do Campos Centro, cargo que exerci por 6 anos, assim como fui eleito e reeleito Reitor do Instituto, cargo que exerço há 7 anos e meio. Além disso, ocupo representações da Educação Profissional e Tecnológica em duas organizações internacionais: Unesco/Unevoc e WFCP. Acredito que esse conjunto de experiências e aprendizados poderão contribuir na discussão da governança de nossa cidade.

Como avalia o governo Wladimir? Acredita que  a atual aprovação pode dar a ele uma vitória no primeiro turno?

Diante da pujança de recursos advindos dos royalties e participações especiais do petróleo, contrastado com 6 anos anteriores de gestão sem esse bônus orçamentário, que é temporário, julgo que o governo municipal não enfrenta os problemas estruturantes de nosso município. Com um cenário de candidaturas plurais, representando as diversas forças políticas de nosso município, aliada à intensificação das discussões dos inúmeros desafios de nossa cidade, a eleição para o cargo de prefeito de 2024 se definirá no segundo turno.

O que precisa mudar e melhorar em Campos?

Campos é uma cidade que recebeu nos últimos 25 anos mais de R$ 32 bilhões de royalties e participações especiais pela exploração de petróleo e possui um contingente de 170 mil famílias consideradas na extrema pobreza, de acordo com dados do Ministério da Cidadania. Nossa realidade no sistema de saúde, na mobilidade urbana, na qualidade do emprego e renda, na educação e na habitação popular, por exemplo, deveriam estar em outro patamar.

Por que a sua pré-candidatura seria o diferencial nessa questão eleitoral? Qual seria sua proposta para Campos?

Como falei, estaremos conjuntamente dialogando e construindo uma proposta robusta para nosso futuro comum, a partir de 2024, no território goitacá.

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