

O Governo Federal publicou uma portaria, na última sexta-feira (23), estabelecendo novos critérios para incentivo financeiro de custeio do tratamento de hemodiálise no Sistema Único de Saúde – SUS. A medida prevê tratamento diferenciado de acordo com o número de equipamentos disponíveis em unidades hospitalares, o que gerou insatisfação de representante das clínicas privado que afirma, ainda, que valor destinado é insuficiente.
A Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), que representa 840 clínicas privadas que prestam serviços de diálise aos pacientes encaminhados pelo SUS, afirmou que os R$ 200 milhões são insuficientes para atender demanda atual. Além disso, a entidade não concorda com critério escolhido para pagamento.
“O governo explicou que este montante irá beneficiar de imediato as clínicas menores, que estão em pior situação de endividamento. Por isso, clínicas com menor quantidade de máquinas recebem um valor bem maior do que as clínicas com mais de 19 máquinas. Não consideramos um bom critério e tememos que clínicas de maior porte continuem em desequilíbrio financeiro. E outro temor é porque o repasse será feito diretamente para os gestores municipais e estaduais. Nosso receio é que as clínicas não consigam receber, como já ocorre hoje com outro benefício concedido pelo Ministério da Saúde para custear consultas médicas. Até mesmo os valores destinados ao piso da enfermagem não temos a certeza do recebimento. Está cada vez mais difícil prestar serviços à administração pública. Falta clareza sobre os custos reais do serviço e processos bem estabelecidos para os recursos chegarem devidamente aos prestadores de serviços”, diz o vice-presidente da ABCDT, Leonardo Barberes.
O J3News entrou em contato com o Ministério da Saúde e associação campista de pacientes de diálise Amigos do Rim, e aguarda um posicionamento.