

O Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveram uma ferramenta de inteligência artificial para auxiliar profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) na identificação de doenças de pele. Batizado de CUTIS-AI, o sistema utiliza fotografias das lesões e informações clínicas, epidemiológicas e sociodemográficas dos pacientes.
A tecnologia pode ajudar no reconhecimento de doenças como esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose e tuberculose cutânea, além de lesões provocadas por picadas da aranha-marrom.
O aplicativo ainda está em fase de estudos e foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais da atenção básica. Uma de suas vantagens é a possibilidade de funcionamento mesmo em locais sem acesso à internet. Atualmente, o sistema apresenta aproximadamente 80% de acerto.
A proposta é oferecer suporte aos profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas, sem substituir o diagnóstico e a avaliação clínica.
O estudo já avaliou cerca de 1,4 mil pacientes e reuniu mais de 4 mil imagens de lesões. A variedade de registros contribui para aprimorar o treinamento da inteligência artificial e ampliar sua capacidade de reconhecer diferentes manifestações das doenças.
Segundo pesquisadores do Einstein e representantes do Ministério da Saúde, a construção de uma base de dados brasileira, que contemple diferentes tons de pele, regiões e condições epidemiológicas, é fundamental para garantir maior precisão e aplicabilidade da ferramenta no atendimento à população.
Fonte: Agência Brasil