



A disputa entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva chega ao segundo turno marcada pelo equilíbrio nas pesquisas e pela incerteza sobre o comportamento dos eleitores. A abstenção, a rejeição aos candidatos, a economia e a mobilização nas redes sociais estão entre os fatores que podem definir o resultado.
No primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Em Campos, a vantagem do candidato do PL foi maior, com 59,10% dos votos válidos. O município também registrou 80.008 eleitores ausentes, número que reforça a importância da participação do eleitor.
O Brasil teve abstenção de 21,08% no primeiro turno, a maior taxa desde 1998. Especialistas apontam que conquistar parte desses eleitores pode alterar a disputa, embora não seja possível prever quantos voltarão às urnas. Desinteresse político, problemas de saúde, viagens e compromissos profissionais estão entre os motivos relatados. As pesquisas divulgadas por diferentes institutos indicam empate técnico, com vantagem numérica de Flávio em vários levantamentos.
Os índices de rejeição também preocupam as campanhas, já que uma parcela expressiva dos entrevistados afirma não votar em nenhum dos dois candidatos. O debate sobre renda, emprego, segurança pública e condições de vida também ganha espaço, assim como pautas trabalhistas.Nesta reta final, redes sociais devem intensificar a disputa entre apoiadores, ampliando o alcance das campanhas e a polarização política.
Diante desse cenário, os números das pesquisas precisam ser interpretados com cautela. Empate técnico não significa resultado definido, e a vantagem do primeiro turno não garante vitória. A participação dos indecisos e dos eleitores ausentes pode alterar a correlação de forças. A decisão caberá às urnas, em uma eleição na qual cada voto terá peso importante.