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Ciclo de roubo no varejo e prejuízo no atacado

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Opinião
Por Redação
11 de outubro de 2026 - 0h01
Foto: Silvana Rust

Não é de hoje que Campos enfrenta uma sequência de furtos de fios e cabos que prejudica empresas, serviços públicos e a população. O problema vai além do material roubado. Os prejuízos incluem reposição da fiação, mão de obra e interrupção das atividades. Há casos com perdas de milhares de reais e estabelecimentos atingidos repetidamente. A situação piora quando o cobre sobe de preço e o fruto deste roubo passa a valer até R$ 65 o quilo em pontos de receptação.

Os números confirmam a gravidade da situação. No primeiro semestre de 2026, Campos liderou os furtos de cabos entre os municípios atendidos pela Enel no estado, com 2,9 quilômetros subtraídos. Em 2025, foram 108 ocorrências no município, equivalentes a 61% dos registros da concessionária em todo o Rio de Janeiro.

O combate a esse crime precisa alcançar toda a cadeia envolvida. Prender quem furta é necessário, mas investigar receptadores e fiscalizar estabelecimentos que compram metais também é fundamental. A atuação conjunta das polícias, da Guarda Municipal, da Prefeitura e dos órgãos fiscalizadores pode ampliar os resultados.

Também é indispensável incentivar o registro das ocorrências, mesmo quando as vítimas demonstram descrença na resposta policial. Sem dados completos, a investigação perde força e o planejamento preventivo fica comprometido. 

O comércio precisa de segurança para funcionar, gerar empregos e atender a população. Campos não pode tratar esses furtos como episódios isolados. É necessário agir com continuidade, fiscalização e responsabilização para interromper o ciclo de roubos e prejuízos.